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	<title>Notícias &#8211; Nim Brasil</title>
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	<description>Soluções em Bioproteção e Nutrição Vegetal</description>
	<lastBuildDate>Tue, 12 Jan 2021 14:05:40 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Não importa o sotaque, de Norte a Sul temos a cebola ideal pra você</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nim Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2021 14:05:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Como previsto pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), cresceu o número de exportações de frutas no terceiro trimestre de 2020. O crescimento em volume foi de 6%, comparado ao mesmo período de 2019. Em receita, o valor permaneceu quase o mesmo que no ano anterior, cerca de US$ 512 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como previsto pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), cresceu o número de exportações de frutas no terceiro trimestre de 2020. O crescimento em volume foi de 6%, comparado ao mesmo período de 2019. Em receita, o valor permaneceu quase o mesmo que no ano anterior, cerca de US$ 512 milhões.</p>



<p>Dentre as principais frutas exportadas ficou em destaque o abacaxi, 173%, laranja, 148%, limão, 15%, banana, 17%, maçã, 12%, uva, 6% e manga, 2%. Em&nbsp; 2019,&nbsp; as&nbsp; exportações&nbsp; de&nbsp; laranja&nbsp; foram&nbsp; prejudicadas devido a problemas fitossanitários identificados nas frutas exportadas para a União Europeia, porém, em 2020 as exportações voltaram ao normal, animando os produtores, especialmente&nbsp; de&nbsp; banana,&nbsp; que&nbsp; exportaram&nbsp; um&nbsp; pouco mais de 69 mil toneladas.</p>



<p>Um exemplo é a banana produzida no Brasil exportada via terrestre, que está chegando na Argentina mais barata do que outros produtores, como a Colômbia, ponto favorável por aqui. Vale lembrar que o Brasil já começou a exportar melão para a China e a estimativa é que as exportações dessa fruta dobrem. Motivo suficiente para começarmos o ano já comemorando. Motivos não faltarão! Confirme e comprove em nossa matéria de capa. E não deixe de se manter informado nas próximas páginas. A Revista Campo &amp; Negócios trabalha continuamente para que a sua produtividade seja motivo de conquistas diárias. Deixo com você um abraço carinhoso, na esperança de que este seja um ano ainda mais promissor para a agricultura brasileira.</p>



<p>A eficiência&nbsp; produtiva&nbsp; do&nbsp; olericultor brasileiro, de modo geral, vem aumentando ano a ano. Tal fato se deve a um somatório de fatores: avanços&nbsp; na&nbsp; nutrição&nbsp; mineral&nbsp; e&nbsp; adubação,&nbsp; ganhos&nbsp; genéticos&nbsp; advindos&nbsp; da&nbsp; introdução de novos híbridos e cultivares mais adaptadas, uso de sementes peletizadas, etc. Produtividade aliada à genética. A&nbsp; cenoura&nbsp; híbrida&nbsp; provém&nbsp; de&nbsp; um&nbsp; cruzamento entre duas linhagens puras, as quais contêm qualidades genéticas distintas, tornando-se assim um híbrido de qualidade superior, pois adquiriu o melhor em termos de genética das duas linhagens-mãe.</p>



<p>A produtividade da cenoura no Brasil&nbsp; gira&nbsp; em&nbsp; torno&nbsp; de&nbsp; 30&nbsp; toneladas&nbsp; por&nbsp; hectare, isso segundo dados oficiais, porém,&nbsp; regiões&nbsp; com&nbsp; alto&nbsp; nível&nbsp; tecnológico podem alcançar produtividades bem maiores,&nbsp; inclusive&nbsp; no&nbsp; verão,&nbsp; que&nbsp; é&nbsp; um&nbsp; período desfavorável para o cultivo dessa espécie. As&nbsp; cultivares&nbsp; híbridas&nbsp; são&nbsp; a&nbsp; principal&nbsp; tecnologia&nbsp; utilizada&nbsp; para&nbsp; se&nbsp; obter uma produtividade muito acima da média (cerca de 20 a 30% a mais, sendo&nbsp; que&nbsp; alguns&nbsp; estudos&nbsp; chegam&nbsp; a&nbsp; com-provar até 40%). Os&nbsp; híbridos&nbsp; são&nbsp; materiais&nbsp; diferenciados,&nbsp; &nbsp; entretanto,&nbsp; &nbsp; só&nbsp; &nbsp; dão um resultado espera-do&nbsp; diante&nbsp; de&nbsp; melhorias&nbsp; nas&nbsp; condições de cultivo.</p>



<p>Essas&nbsp; sementes,&nbsp; associadas&nbsp; com&nbsp; a&nbsp; tecnologia de mecanização, como as se-meadoras&nbsp; a&nbsp; vácuo&nbsp; de&nbsp; alta&nbsp; precisão,&nbsp; fazem com que o produtor tenha uma redução de custos e melhor uniformidade na&nbsp; distribuição&nbsp; das&nbsp; sementes,&nbsp; e&nbsp; consequentemente, uma melhor uniformidade no tamanho das raízes e classificação. Esses híbridos são responsáveis pelo aumento significativo na produtividade, qualidade e adaptação em diversas regi-ões e épocas de cultivo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Como implantar a técnica</strong></h3>



<p>É muito importante um manejo adequado para se obter os resultados esperados. A calagem bem feita e no momento certo&nbsp; contribui&nbsp; para&nbsp; a&nbsp; alta&nbsp; produtividade da cenoura. O preparo do solo também é uma junção&nbsp; dos&nbsp; cuidados&nbsp; que&nbsp; contribuem&nbsp; para&nbsp; o&nbsp; desenvolvimento&nbsp; da&nbsp; cultura,&nbsp; e&nbsp; deve ser feito na profundidade ideal, no momento adequado e visando reduzir eventuais adversidades.</p>



<p>Um dos fatores importantes também é&nbsp; &nbsp; a&nbsp; &nbsp; semeadura bem-feita utilizando máquinas de precisão, que permitem uma melhor distribuição&nbsp; das&nbsp; sementes,&nbsp; fornecendo&nbsp; condições&nbsp; favoráveis&nbsp; e&nbsp; competitivas&nbsp; para&nbsp; que&nbsp; essas&nbsp; sementes&nbsp; germinem&nbsp; e&nbsp; se&nbsp; estabeleçam.</p>



<p>Deve-se ter uma irrigação adequada visando o desenvolvimento satisfatório das plantas. Sobre as pragas e doenças foliares, é preciso pensar de maneira preventiva, evitando assim alguma doença ou praga que comprometa a produtividade da espécie. E, para finalizar, a adubação de cobertura&nbsp; utilizando&nbsp; os&nbsp; adubos&nbsp; solúveis&nbsp; com água do pivô de irrigação é essencial para fornecer os nutrientes necessários.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Resultados produtivos</strong></h3>



<p>A&nbsp; média&nbsp; nacional&nbsp; da&nbsp; produtividade da cenoura no Brasil é de 30 tone-ladas por ano. Já para os produtores que trabalham com as variedades híbridas e nas&nbsp; áreas&nbsp; tecnificadas,&nbsp; podem&nbsp; alcançar&nbsp; até 80 toneladas por ano. Podemos ver que a produtividade é bem mais elevada, isso devido ao híbrido ter adquirido o melhor da linhagem do cruzamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sem errar</strong></h3>



<p>Fatores&nbsp; que&nbsp; influenciam&nbsp; o&nbsp; erro&nbsp; na&nbsp; produção&nbsp; de&nbsp; lavouras&nbsp; de&nbsp; cenouras&nbsp; são&nbsp; a escolha do cultivar de acordo com a região,&nbsp; o&nbsp; manejo&nbsp; inadequado,&nbsp; calagem&nbsp; feita na época errada, profundidades de plantio,&nbsp; semeadura&nbsp; sem&nbsp; precisão,&nbsp; falta&nbsp; e/ou&nbsp; excesso&nbsp; de&nbsp; adubação,&nbsp; que&nbsp; contribuem&nbsp; para&nbsp; a&nbsp; baixa&nbsp; produtividade&nbsp; da&nbsp; hortaliça. Além&nbsp; desses,&nbsp; outros&nbsp; fatores&nbsp; importantes são a irrigação e compactação do solo. Por se tratarem de tubérculos, solos compactados não favorecem o desenvolvimentos deles, pois não conseguem quebrar os torrões para se desenvolver.</p>



<p>Quanto à irrigação, as cenouras possuem&nbsp; algumas&nbsp; peculiaridades.&nbsp; Até&nbsp; 40&nbsp; dias do plantio a irrigação é diária, até os 60 deve obedecer intervalos de dois dias, e até o fim do ciclo os intervalos devem ser de cinco dias. Existem vários híbridos de cenoura&nbsp; no&nbsp; mercado,&nbsp; logo,&nbsp; o&nbsp; produtor&nbsp; deve&nbsp; escolher o mais adequado para sua região de plantio, pois temperatura, foto período, chuvas e problemas fitossanitários influenciam significativamente a produção. Antes&nbsp; do&nbsp; plantio&nbsp; é&nbsp; necessário&nbsp; fazer uma análise do solo, para assim, de acordo com resultados obtidos, verificar a necessidade de calagem para a retirada da acidez do solo, pois o pH ideal para os cultivos de cenoura é de 6,5, seguido por uma adubação, se necessário.</p>



<p>Investimento Os híbridos de cenoura mais utilizados no verão custam, em média, R$ 471,00 o pacote com 100.000 sementes (cotação: dezembro de 2020). Seguindo a estimativa de plantio, utilizam-se, em média,&nbsp; 800.000&nbsp; sementes/hectare,&nbsp; ou&nbsp; seja, o gasto de sementes para um hectare é de R$ 3.768,00. O&nbsp; custo&nbsp; da&nbsp; semente&nbsp; de&nbsp; cenoura&nbsp; convencional é de, em média, R$ 36,67 o pacote com 100 g, logo, utiliza-se, em média, 4,0 kg, ou R$ 1.466,80. A produção de cenoura do Brasil, em média, gira em torno de 30 toneladas por hectare,&nbsp; utilizando&nbsp; sementes&nbsp; convencionais. Para&nbsp; lavouras&nbsp; de&nbsp; cenouras&nbsp; que&nbsp; utilizaram sementes híbridas, o retorno foi de 80 toneladas por hectare.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Mulching reduz doenças em beterrabas</strong></h3>



<p>O mulching&nbsp; é&nbsp; uma&nbsp; técnica&nbsp; que&nbsp; recobre&nbsp; a&nbsp; superfície&nbsp; do&nbsp; solo&nbsp; de&nbsp; modo&nbsp; a&nbsp; proteger&nbsp; o&nbsp; cultivo&nbsp; da&nbsp; incidência de plantas daninhas e infestação de insetos, controlar umidade e temperatura e evitar o contato direto dos frutos com o solo. O plástico filme é o principal&nbsp; material&nbsp; utilizado&nbsp; para&nbsp; esse&nbsp; fim,&nbsp; mas&nbsp; há&nbsp; também&nbsp; o&nbsp; mulching&nbsp; orgânico, feito de resíduos aproveitáveis, como as palhadas.</p>



<p>Ao contrário do plástico, o mulching orgânico irá perder seu efeito após um ou dois&nbsp; anos&nbsp; de&nbsp; uso,&nbsp; mas&nbsp; apresenta&nbsp; alguns benefícios&nbsp; em&nbsp; relação&nbsp; a&nbsp; esse&nbsp; primeiro:&nbsp; aumenta o teor de matéria orgânica do solo,&nbsp; melhorando&nbsp; significativamente&nbsp; a&nbsp; estrutura do solo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Opções</strong></h3>



<p>Em relação ao mulching plástico, ao menos&nbsp; dois&nbsp; tipos&nbsp; podem&nbsp; ser&nbsp; encontra-dos: os dupla face (preto e branco ou pre-to e prata) e o preto. O dupla face é usa-do com o lado preto voltado para baixo, desse&nbsp; modo,&nbsp; com&nbsp; a&nbsp; parte&nbsp; mais&nbsp; clara&nbsp; em&nbsp; cima, a temperatura do solo é amenizada, evitando a queima das folhas e frutos e,&nbsp; ao&nbsp; refletir&nbsp; a&nbsp; luz,&nbsp; direcionando-a&nbsp; para&nbsp; as folhas, auxilia na fotossíntese, repele insetos e evita o desenvolvimento de fungos foliares. O mulching preto, por sua vez, retém a temperatura do solo e, por isso, é recomendado para regiões mais frias.</p>



<p>Resultados na cultura da beterraba<br>Na cultura da beterraba, a convivência&nbsp; com&nbsp; as&nbsp; plantas&nbsp; daninhas&nbsp; pode&nbsp; limitar&nbsp; consideravelmente&nbsp; a&nbsp; produtividade.&nbsp; Um&nbsp; dos&nbsp; fatores&nbsp; que&nbsp; desfavorece&nbsp; as plantas de beterraba nessa briga por luz, água e nutrientes é o seu porte baixo. Em pouco tempo, as plantas daninhas tomam conta da lavoura e podem causar&nbsp; reduções&nbsp; na&nbsp; produtividade&nbsp; em&nbsp; mais&nbsp; de&nbsp; 70%.&nbsp; Em&nbsp; alguns&nbsp; casos,&nbsp; pode&nbsp; chegar até mesmo a 100%. As plantas daninhas também abrigam insetos e patógenos, e sua eliminação é essencial para o bom desenvolvi-mento da cultura.</p>



<p>A capina, no entanto, se não realizada com cuidado, devido ao espaçamento estreito das plantas, pode danificar as raízes da beterraba. Outra&nbsp; alternativa&nbsp; são&nbsp; os&nbsp; herbicidas,&nbsp; mas&nbsp; no&nbsp; caso&nbsp; de&nbsp; cultivos&nbsp; orgânicos&nbsp; ou&nbsp; agroecológicos,&nbsp; não&nbsp; são&nbsp; permitidos.&nbsp; É&nbsp; nesse&nbsp; contexto&nbsp; que&nbsp; o&nbsp; mulching&nbsp; ganha&nbsp; importância na cultura da beterraba. A&nbsp; cobertura&nbsp; do&nbsp; solo,&nbsp; ao&nbsp; propiciar&nbsp; menor incidência de luz, afeta negativamente a germinação de sementes de plantas daninhas. É uma excelente alternativa não só no controle, como também para economia de tempo e mão de obra, caso fosse realizada a capina.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sem concorrência</strong></h3>



<p>A palha de café e o bagaço de cana&#8211;de-açúcar, quando usados como cobertura,&nbsp; reduzem&nbsp; a&nbsp; ocorrência&nbsp; de&nbsp; plantas&nbsp; daninhas, que são fisicamente impedi-das&nbsp; de&nbsp; emergir.</p>



<p>No&nbsp; entanto,&nbsp; o&nbsp; uso&nbsp; da&nbsp; palha&nbsp; pode&nbsp; ser&nbsp; ineficaz&nbsp; em&nbsp; alguns&nbsp; casos, principalmente se conter sementes de&nbsp; plantas&nbsp; daninhas,&nbsp; gerando&nbsp; uma&nbsp; infestação secundária. A&nbsp; espessura&nbsp; da&nbsp; cobertura&nbsp; também&nbsp; influencia no controle.</p>



<p>Menores infestações&nbsp; de&nbsp; plantas daninhas&nbsp; são&nbsp; observadas&nbsp; em&nbsp; coberturas&nbsp; vegetais&nbsp; com&nbsp; 4,0&nbsp; a 10 cm de espessura. Alguns trabalhos demonstraram que a cobertura morta com centeio reduziu em até 100% a incidência&nbsp; de&nbsp; plantas&nbsp; daninhas&nbsp; em&nbsp; cultivos de beterraba.</p>



<p>Em outros estudos, a cobertura com palha&nbsp; de&nbsp; cevada&nbsp; e&nbsp; compostos&nbsp; de&nbsp; cogumelos também foram eficientes no controle, e ainda se observou um incremento na produção, com ganhos de sete a 10 vezes mais em comparação com o ren-dimento&nbsp; das&nbsp; parcelas&nbsp; em&nbsp; que&nbsp; não&nbsp; foram usadas coberturas para controle das plantas daninhas.</p>



<p>Ao manter a umidade do solo, o mulching também contribui para a maior eficiência no uso da água.O&nbsp; que&nbsp; vai&nbsp; determinar&nbsp; a&nbsp; escolha&nbsp; do&nbsp; mulching orgânico é a disponibilidade do material na região, mas são muitas as opções que podem ser empregadas para esse fim, além, claro, do mulching plástico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Mulching reduz doenças em beterrabas</strong></h3>



<p>O mulching&nbsp; é&nbsp; uma&nbsp; técnica&nbsp; que&nbsp; recobre&nbsp; a&nbsp; superfície&nbsp; do&nbsp; solo&nbsp; de&nbsp; modo&nbsp; a&nbsp; proteger&nbsp; o&nbsp; cultivo&nbsp; da&nbsp; incidência de plantas daninhas e infestação de insetos, controlar umidade e temperatura e evitar o contato direto dos frutos com o solo. O plástico filme é o principal&nbsp; material&nbsp; utilizado&nbsp; para&nbsp; esse&nbsp; fim,&nbsp; mas&nbsp; há&nbsp; também&nbsp; o&nbsp; mulching&nbsp; orgânico, feito de resíduos aproveitáveis, como as palhadas.</p>



<p>Ao contrário do plástico, o mulching orgânico irá perder seu efeito após um ou dois&nbsp; anos&nbsp; de&nbsp; uso,&nbsp; mas&nbsp; apresenta&nbsp; alguns benefícios&nbsp; em&nbsp; relação&nbsp; a&nbsp; esse&nbsp; primeiro:&nbsp; aumenta o teor de matéria orgânica do solo,&nbsp; melhorando&nbsp; significativamente&nbsp; a&nbsp; estrutura do solo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Opções</strong></h3>



<p>Em relação ao mulching plástico, ao menos&nbsp; dois&nbsp; tipos&nbsp; podem&nbsp; ser&nbsp; encontra-dos: os dupla face (preto e branco ou pre-to e prata) e o preto. O dupla face é usa-do com o lado preto voltado para baixo, desse&nbsp; modo,&nbsp; com&nbsp; a&nbsp; parte&nbsp; mais&nbsp; clara&nbsp; em&nbsp; cima, a temperatura do solo é amenizada, evitando a queima das folhas e frutos e,&nbsp; ao&nbsp; refletir&nbsp; a&nbsp; luz,&nbsp; direcionando-a&nbsp; para&nbsp; as folhas, auxilia na fotossíntese, repele insetos e evita o desenvolvimento de fungos foliares. O mulching preto, por sua vez, retém a temperatura do solo e, por isso, é recomendado para regiões mais frias.</p>



<p>Resultados na cultura da beterraba<br>Na cultura da beterraba, a convivência&nbsp; com&nbsp; as&nbsp; plantas&nbsp; daninhas&nbsp; pode&nbsp; limitar&nbsp; consideravelmente&nbsp; a&nbsp; produtividade.&nbsp; Um&nbsp; dos&nbsp; fatores&nbsp; que&nbsp; desfavorece&nbsp; as plantas de beterraba nessa briga por luz, água e nutrientes é o seu porte baixo. Em pouco tempo, as plantas daninhas tomam conta da lavoura e podem causar&nbsp; reduções&nbsp; na&nbsp; produtividade&nbsp; em&nbsp; mais&nbsp; de&nbsp; 70%.&nbsp; Em&nbsp; alguns&nbsp; casos,&nbsp; pode&nbsp; chegar até mesmo a 100%. As plantas daninhas também abrigam insetos e patógenos, e sua eliminação é essencial para o bom desenvolvi-mento da cultura.</p>



<p>A capina, no entanto, se não realizada com cuidado, devido ao espaçamento estreito das plantas, pode danificar as raízes da beterraba. Outra&nbsp; alternativa&nbsp; são&nbsp; os&nbsp; herbicidas,&nbsp; mas&nbsp; no&nbsp; caso&nbsp; de&nbsp; cultivos&nbsp; orgânicos&nbsp; ou&nbsp; agroecológicos,&nbsp; não&nbsp; são&nbsp; permitidos.&nbsp; É&nbsp; nesse&nbsp; contexto&nbsp; que&nbsp; o&nbsp; mulching&nbsp; ganha&nbsp; importância na cultura da beterraba. A&nbsp; cobertura&nbsp; do&nbsp; solo,&nbsp; ao&nbsp; propiciar&nbsp; menor incidência de luz, afeta negativamente a germinação de sementes de plantas daninhas. É uma excelente alternativa não só no controle, como também para economia de tempo e mão de obra, caso fosse realizada a capina.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sem concorrência</strong></h3>



<p>A palha de café e o bagaço de cana&#8211;de-açúcar, quando usados como cobertura,&nbsp; reduzem&nbsp; a&nbsp; ocorrência&nbsp; de&nbsp; plantas&nbsp; daninhas, que são fisicamente impedi-das&nbsp; de&nbsp; emergir.</p>



<p>No&nbsp; entanto,&nbsp; o&nbsp; uso&nbsp; da&nbsp; palha&nbsp; pode&nbsp; ser&nbsp; ineficaz&nbsp; em&nbsp; alguns&nbsp; casos, principalmente se conter sementes de&nbsp; plantas&nbsp; daninhas,&nbsp; gerando&nbsp; uma&nbsp; infestação secundária. A&nbsp; espessura&nbsp; da&nbsp; cobertura&nbsp; também&nbsp; influencia no controle.</p>



<p>Menores infestações&nbsp; de&nbsp; plantas daninhas&nbsp; são&nbsp; observadas&nbsp; em&nbsp; coberturas&nbsp; vegetais&nbsp; com&nbsp; 4,0&nbsp; a 10 cm de espessura. Alguns trabalhos demonstraram que a cobertura morta com centeio reduziu em até 100% a incidência&nbsp; de&nbsp; plantas&nbsp; daninhas&nbsp; em&nbsp; cultivos de beterraba.</p>



<p>Em outros estudos, a cobertura com palha&nbsp; de&nbsp; cevada&nbsp; e&nbsp; compostos&nbsp; de&nbsp; cogumelos também foram eficientes no controle, e ainda se observou um incremento na produção, com ganhos de sete a 10 vezes mais em comparação com o rendimento&nbsp; das&nbsp; parcelas&nbsp; em&nbsp; que&nbsp; não&nbsp; foram usadas coberturas para controle das plantas daninhas.</p>



<p>Ao manter a umidade do solo, o mulching também contribui para a maior eficiência no uso da água. O&nbsp; que&nbsp; vai&nbsp; determinar&nbsp; a&nbsp; escolha&nbsp; do&nbsp; mulching orgânico é a disponibilidade do material na região, mas são muitas as opções que podem ser empregadas para esse fim, além, claro, do mulching plástico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>ADUBAÇÃO INTELIGENTE NA COUVE-FLOR</strong></h3>



<p>Pertencente&nbsp; à&nbsp; família&nbsp; das&nbsp; Brassicáceas, a couve-flor (Brassica ole-racea var. botrytis), é uma horta-liça&nbsp; que&nbsp; vem&nbsp; sendo&nbsp; cultivada&nbsp; no&nbsp; Brasil&nbsp; durante o ano inteiro, graças aos programas de melhoramento genético, que desenvolveram&nbsp; cultivares&nbsp; e&nbsp; híbridos&nbsp; adaptados às altas temperaturas. Sua parte comestível é composta por uma inflorescência imatura que pode ter coloração branca, creme, amarela e, mais recentemente, roxa e verde, apresentando alto valor nutritivo, contendo as vitaminas A, B1, B2, B5 e C.No&nbsp; Brasil,&nbsp; as&nbsp; regiões&nbsp; sudeste&nbsp; e&nbsp; sul&nbsp; são consideradas as principais produtoras da cultura. O tamanho e a qualidade das inflorescências são considerados os&nbsp; aspectos&nbsp; mais&nbsp; importantes&nbsp; a&nbsp; nível&nbsp; de&nbsp; comercialização,&nbsp; sendo&nbsp; influenciados&nbsp; pelo manejo da adubação e pelas condições climáticas, dentre outros fatores.</p>



<p>Adubação fundamental<br>Dos&nbsp; nutrientes&nbsp; essenciais&nbsp; fornecidos&nbsp; por&nbsp; meio&nbsp; da&nbsp; adubação&nbsp; química,&nbsp; destaca-se o nitrogênio (N), que deve ser fornecido&nbsp; em&nbsp; níveis&nbsp; compatíveis&nbsp; às&nbsp; exigências&nbsp; de cada cultura e ao método de adubação utilizado. De modo geral, para solos que apre-sentam uma fertilidade baixa ou média, sugere-se&nbsp; uma&nbsp; aplicação&nbsp; de&nbsp; 150&nbsp; a&nbsp; 200&nbsp; kg ha-1 de N, no sulco de transplantio das mudas, e adubação de cobertura aos 15, 30, 45 e 60 dias após o transplante.</p>



<p>O N é o nutriente que mais influencia&nbsp; no&nbsp; desenvolvimento&nbsp; e&nbsp; crescimento&nbsp; das&nbsp; plantas,&nbsp; apresentando&nbsp; função&nbsp; estrutural, participando dos processos de absorção iônica, fotossíntese, respiração, multiplicação e diferenciação celular. Na couve-flor, a deficiência desse nu-triente&nbsp; influencia&nbsp; de&nbsp; forma&nbsp; significativa&nbsp; as&nbsp; variáveis&nbsp; vegetativas&nbsp; da&nbsp; planta,&nbsp; diminuindo o número de folhas, altura das plantas,&nbsp; o&nbsp; diâmetro&nbsp; da&nbsp; haste,&nbsp; área&nbsp; foliar e a matéria seca, além de causar o amarelecimento&nbsp; inicialmente&nbsp; das&nbsp; folhas mais velhas das plantas, entre outros sintomas.</p>



<p>Já&nbsp; o&nbsp; excesso&nbsp; de&nbsp; N&nbsp; resulta&nbsp; no&nbsp; atraso do florescimento, aspecto importante a ser considerado para a cultura, que tem como parte comercial a “inflorescência”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Desafios</strong></h3>



<p>Uma das maiores dificuldades na recomendação do N para as plantas está relacionada à sua dinâmica no solo, por se tratar de um elemento muito complexo, em função das várias transformações que o mesmo vem sofrendo, como por&nbsp; exemplo,&nbsp; lixiviação,&nbsp; volatilização,&nbsp; nitrificação,&nbsp; desnitrificação,&nbsp; imobilização&nbsp; e&nbsp; mineralização,&nbsp; alterando&nbsp; assim&nbsp; a&nbsp; sua disponibilidade durante o desenvolvimento da couve-flor.</p>



<p>No Brasil, a ureia é o fertilizante nitrogenado mais utilizado, contendo uma concentração de 45% de N, proporcionando um menor custo por unidade do nutriente. Porém, sua aplicação no solo causa uma elevação do pH na região do grânulo do fertilizante no momento da hidrólise, acarretando elevadas perdas desse nutriente por volatilização na forma de amônia, diminuindo a eficiência dos fertilizantes nitrogenados e podendo atingir valores de até 35% do total do N que é aplicado.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Alternativas</strong></h3>



<p>Dentre as alternativas para minimizar as perdas desse nutriente está o parcelamento da aplicação, resultando em um maior aproveitamento pelas plantas. Entretanto, o parcelamento nem sempre é a alternativa mais rentável para o produtor, podendo gerar aumento significativo nos gastos com mão de obra.</p>



<p>O&nbsp; fornecimento&nbsp; parcelado&nbsp; de&nbsp; N&nbsp; após o transplantio das mudas de couve-flor&nbsp; promove&nbsp; um&nbsp; crescimento&nbsp; mais&nbsp; vigoroso, influenciando de forma positiva no aumento da produtividade, devido ao maior aproveitamento desse nu-triente pelas plantas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Pesquisas</strong></h3>



<p>Estudos realizados por Takeishi; Cecílio&nbsp; Filho&nbsp; (2007),&nbsp; verificaram&nbsp; que&nbsp; o&nbsp; N&nbsp; foi o nutriente mais acumulado pela couve-flor, com a seguinte ordem decrescente: N&gt;K&gt;Ca&gt;S&gt;P&gt;Mg. Pôrto&nbsp; (2009)&nbsp; verificou&nbsp; um&nbsp; maior&nbsp; acúmulo de N pelas plantas, seguido do K e do P. Estudos demonstram que o N foi&nbsp; o&nbsp; nutriente&nbsp; mais acumulado&nbsp; pela&nbsp; couve-flor,&nbsp; reforçando&nbsp; sua&nbsp; importância&nbsp; para essa cultura.</p>



<p>Sendo&nbsp; assim,&nbsp; várias&nbsp; pesquisas&nbsp; vêm&nbsp; sendo&nbsp; realizadas&nbsp; estudando&nbsp; as&nbsp; melhores estratégias para melhorar a eficiência no uso dos fertilizantes nitrogenados. Dentre&nbsp; elas,&nbsp; estão:&nbsp; o&nbsp; uso&nbsp; de&nbsp; inibidores de uréase (NBPT) e de nitrificação, adição de compostos acidificantes e o uso de ureia revestida com polímeros ou gel, gerando os fertilizantes conhecidos&nbsp; como&nbsp; de&nbsp; liberação&nbsp; lenta&nbsp; ou&nbsp; controlada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Fertilização inteligente</strong></h3>



<p>Os&nbsp; fertilizantes&nbsp; de&nbsp; liberação&nbsp; lenta&nbsp; ou&nbsp; controlada&nbsp; envolvem&nbsp; a&nbsp; nutrição&nbsp; a&nbsp; uma taxa mais lenta que a dos fertilizantes&nbsp; usuais. Portanto,&nbsp; o&nbsp; período&nbsp; de&nbsp; liberação&nbsp; não&nbsp; é&nbsp; bem&nbsp; controlado.&nbsp; Até&nbsp; pouco&nbsp; tempo&nbsp; não&nbsp; havia&nbsp; diferença&nbsp; oficial&nbsp; entre&nbsp; os termos fertilizantes de liberação lenta e controlada.</p>



<p>Segundo Shaviv (2005), o termo de liberação&nbsp; controlada&nbsp; tornou-se&nbsp; aceitável quando os processos de produção se tornaram&nbsp; conhecidos&nbsp; e&nbsp; foram&nbsp; capazes&nbsp; de&nbsp; influenciar&nbsp; a&nbsp; determinação&nbsp; da&nbsp; taxa&nbsp; padrão&nbsp; e&nbsp; os&nbsp; períodos&nbsp; previsíveis&nbsp; para&nbsp; a&nbsp; liberação&nbsp; dos&nbsp; nutrientes&nbsp; nos&nbsp; fertilizantes.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Vantagens e desvantagens</strong></h3>



<p>O uso desses fertilizantes pode proporcionar vários benefícios para as plantas de couve-flor, como aumento da produtividade,&nbsp; economia&nbsp; de&nbsp; trabalho&nbsp; em função&nbsp; da&nbsp; diminuição&nbsp; ou&nbsp; até&nbsp; mesmo&nbsp; abolição do número de parcelamentos e redução nos impactos ambientais devido às menores perdas de N por lixiviação.</p>



<p>Esses adubos têm como propósito o&nbsp; fornecimento&nbsp; contínuo&nbsp; de&nbsp; nutrientes, sem excesso ou falta, favorecendo um compartilhamento homogêneo e simultâneo de seus nutrientes.</p>



<p>Entretanto, vale ressaltar que a liberação do N depende do período de liberação garantido pelo fabricante e das condições de umidade e temperatura do solo. Outra vantagem dos fertilizantes nitrogenados de liberação controlada para a&nbsp; cultura&nbsp; da&nbsp; couve-flor&nbsp; está&nbsp; na&nbsp; redução&nbsp; dos&nbsp; danos&nbsp; causados&nbsp; às&nbsp; raízes&nbsp; devido&nbsp; à&nbsp; alta concentração de sais, facilitando assim o manuseio e a redução dos custos de produção.</p>



<p>Como desvantagem, esses fertilizantes apresentam um alto custo, necessitando de dosagens adequadas e, às vezes, de altas temperaturas, caso se deseje uma liberação mais rápida. A couve-flor (Brassica oleracea var. botrytis) é uma hortaliça do tipo inflorescência, pertencente à família Brassicaceae, mesma à qual pertencem&nbsp; o&nbsp; repolho,&nbsp; o&nbsp; brócolis&nbsp; e&nbsp; a&nbsp; couve&nbsp; comum, sendo considerada uma espécie de clima temperado (Santos et al., 2011).</p>



<p>Espécie cosmopolita e com relevante importância socioeconômica, seu consumo é também considerado importante para a saúde e alimentação humana (Melo et al., 2016). Em se tratando de uma hortaliça delicada e tenra, constitui-se&nbsp; uma&nbsp; iguaria&nbsp; muito&nbsp; saborosa&nbsp; quando&nbsp; bem&nbsp; preparada,&nbsp; sendo,&nbsp; além&nbsp; disso,&nbsp; livre&nbsp; de&nbsp; gorduras&nbsp; e&nbsp; colesterol&nbsp; e&nbsp; apresentando&nbsp; baixos teores de sódio e calorias (Lana e Tavares, 2010).</p>



<p>De forma geral, as brássicas (como são denominadas as espécies pertencentes à família Brassicaceae) possuem a capacidade de extração nutricional elevada, além&nbsp; apresentar&nbsp; alta&nbsp; taxa&nbsp; de&nbsp; conversão&nbsp; em períodos relativamente curtos. Assim,&nbsp; é&nbsp; fundamental&nbsp; o&nbsp; conhecimento&nbsp; acerca&nbsp; da&nbsp; exigência&nbsp; nutricional&nbsp; da espécie, a fim de se fornecer quantidades adequadas e equilibradas de nutrientes (Melo et al., 2010).</p>



<p>Dessa forma,&nbsp; é&nbsp; essencial&nbsp; o&nbsp; manejo&nbsp; nutricional&nbsp; correto visando à produção desejada da cultura. Nutrientes essenciais No cultivo da couve-flor são requeridas&nbsp; grandes&nbsp; quantidades&nbsp; de&nbsp; potássio&nbsp; e&nbsp; nitrogênio,&nbsp; sendo&nbsp; estes&nbsp; exigidos&nbsp; em&nbsp; maior quantidade, quando comparados aos demais nutrientes.</p>



<p>Além&nbsp; disso,&nbsp; é&nbsp; uma&nbsp; cultura&nbsp; exigente em cálcio e enxofre (Filgueira, 2008).&nbsp; No&nbsp; caso&nbsp; do&nbsp; nitrogênio,&nbsp; este&nbsp; contribui para um rápido e vigoroso desenvolvimento, característica que está diretamente relacionada ao bom crescimento da inflorescência. Já o fósforo e o magnésio são nutrientes&nbsp; essenciais,&nbsp; pois&nbsp; favorecem&nbsp; a&nbsp; formação da inflorescência (May et al., 2007).É&nbsp; importante&nbsp; considerar&nbsp; também&nbsp; que muitos nutrientes já se encontram presentes&nbsp; na&nbsp; formulação&nbsp; de&nbsp; diversos&nbsp; fertilizantes,&nbsp; a&nbsp; exemplo&nbsp; do&nbsp; nitrogênio,&nbsp; cálcio e enxofre.</p>



<p>Dessa forma, as informações quanto&nbsp; ao&nbsp; teor&nbsp; presente&nbsp; nos&nbsp; fertilizantes&nbsp; destes&nbsp; nutrientes&nbsp; devem&nbsp; ser&nbsp; consideradas&nbsp; nas&nbsp; definições&nbsp; de&nbsp; quantidade&nbsp; da&nbsp; adubação, caso não haja consideração deste&nbsp; fator,&nbsp; como&nbsp; em&nbsp; deficiência&nbsp; ou&nbsp; excesso nutricional que poderão ocorrer, prejudicando o desenvolvimento e a produtividade&nbsp; das&nbsp; plantas&nbsp; (Bolfarini&nbsp; et&nbsp; al., 2017).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Manejo correto da nutrição</strong></h3>



<p>A&nbsp; couve-flor&nbsp; apresenta&nbsp; raízes&nbsp; que&nbsp; atingem&nbsp; em&nbsp; torno&nbsp; de&nbsp; 20&nbsp; a&nbsp; 30&nbsp; cm&nbsp; de&nbsp; profundidade no solo, tendo preferência por&nbsp; solos&nbsp; mais&nbsp; pesados,&nbsp; além&nbsp; de&nbsp; pouco&nbsp; tolerantes à acidez (Santos et al., 2011). Neste caso, o pH ideal está em torno de 6,0 a 6,8 (Filgueira, 2008).Segundo&nbsp; Bolfarini&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; (2017),&nbsp; a&nbsp; maior&nbsp; demanda&nbsp; nutricional&nbsp; pela&nbsp; couve-flor&nbsp; ocorre&nbsp; na&nbsp; fase&nbsp; intermediária&nbsp; da&nbsp; cultura, que compreende dos 43 aos 56 dias após o transplante. Assim, essa fase deve receber maior atenção dos produtores em relação à adubação.</p>



<p>A produtividade de uma cultura agrícola é inerente à tecnologia empregada em seu manejo. Assim, o emprego adequado da tecnologia&nbsp; disponível&nbsp; visando&nbsp; aumentar&nbsp; o&nbsp; rendimento da cultura deve ser feito de acordo com a disponibilidade de recursos do produtor. Segundo Filgueira (2008), o nitrogênio e o fósforo têm apresentado maiores respostas&nbsp; em&nbsp; produtividade&nbsp; pela&nbsp; couve-flor&nbsp; em&nbsp; condições&nbsp; experimentais.&nbsp; May&nbsp; et al. (2007) apontam a sequência de absorção&nbsp; de&nbsp; macronutrientes&nbsp; pela&nbsp; cultura&nbsp; em ordem decrescente: Com relação aos micronutrientes, os mesmos autores apontam que a exigência&nbsp; da&nbsp; couve-flor&nbsp; é&nbsp; maior&nbsp; em&nbsp; molibdênio, boro, cobre, ferro, manganês e zinco.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Benefícios</strong></h3>



<p>A calagem traz benefícios à maioria dos solos brasileiros, elevando-se a saturação&nbsp; por&nbsp; bases&nbsp; para&nbsp; 70-80%,&nbsp; aumentando também a disponibilidade de molibdênio (Mo) no solo. Contudo, ocasiona a diminuição da disponibilidade de boro (B), sendo ambos muito importantes para o bom desenvolvimento da cultura (Filgueira, 2008). Já&nbsp; menores&nbsp; valores&nbsp; de&nbsp; pH&nbsp; acarretam aumentos nas carências de micronutrientes, como o molibdênio, o qual vale ressaltar que, em casos de deficiência&nbsp; pode&nbsp; ocasionar&nbsp; a&nbsp; redução&nbsp; do&nbsp; limbo das folhas, provocando o surgimento de distúrbio ou anomalia fisiológica conhecida&nbsp; como&nbsp; “folha&nbsp; chicote”,&nbsp; distúrbio&nbsp; este&nbsp; que&nbsp; é&nbsp; passível&nbsp; de&nbsp; correção&nbsp; durante&nbsp; o&nbsp; desenvolvimento&nbsp; da&nbsp; planta&nbsp; até a colheita. Por&nbsp; outro&nbsp; lado,&nbsp; maiores&nbsp; valores&nbsp; de&nbsp; pH&nbsp; podem&nbsp; acentuar&nbsp; a&nbsp; deficiência&nbsp; de&nbsp; boro&nbsp; relacionada&nbsp; a&nbsp; um&nbsp; outro&nbsp; distúrbio&nbsp; fisiológico&nbsp; da&nbsp; cultura,&nbsp; caracterizado&nbsp; pelo&nbsp; surgimento&nbsp; de&nbsp; um&nbsp; orifício&nbsp; no&nbsp; caule,&nbsp; sendo&nbsp; conhecido&nbsp; como&nbsp; “talo-o-co” ou “caule-oco” (Melo et al., 2016).</p>



<p>Assim,&nbsp; o&nbsp; manejo&nbsp; correto&nbsp; da&nbsp; calagem,&nbsp; em&nbsp; quantidade&nbsp; e&nbsp; forma&nbsp; de&nbsp; aplicação, é essencial a fim de se evitar que ocorram&nbsp; deficiências&nbsp; desses&nbsp; nutrientes&nbsp; no solo e contribuindo assim para o desenvolvimento&nbsp; adequado&nbsp; da&nbsp; couve-flor.&nbsp; Segundo Melo et al. (2016), as práticas da&nbsp; calagem&nbsp; e&nbsp; adubação&nbsp; são&nbsp; de&nbsp; grande&nbsp; importância em cultivos que visam aumentar&nbsp; a&nbsp; produtividade,&nbsp; pois&nbsp; auxiliam&nbsp; no&nbsp; aumento&nbsp; do&nbsp; diâmetro&nbsp; e&nbsp; na&nbsp; massa&nbsp; das inflorescências em couve-flor.</p>



<p>Além disso, May et al. (2007) ressaltam que a calagem constitui a forma menos onerosa de proporcionar o fornecimento&nbsp; de&nbsp; cálcio&nbsp; e&nbsp; magnésio&nbsp; para&nbsp; a cultura.No que concerne ao manejo inadequado&nbsp; do&nbsp; solo,&nbsp; é&nbsp; importante&nbsp; lembrar&nbsp; que tanto no sistema orgânico como no convencional,&nbsp; o&nbsp; manejo&nbsp; incorreto&nbsp; pode&nbsp; vir a trazer sérios problemas, sendo os mais&nbsp; frequentes&nbsp; relacionados&nbsp; à&nbsp; fertilidade do solo. Caso&nbsp; esta&nbsp; não&nbsp; seja&nbsp; efetuada&nbsp; por&nbsp; meio de análises periódicas, aumenta-se o risco de determinados erros na fertilização do solo, podendo ser para menos ou para mais (Alcântara e Madeira, 2007).</p>



<p>Segundo Alcântara e Madeira (2007), ao&nbsp; ocorrer&nbsp; o&nbsp; erro&nbsp; para&nbsp; menos,&nbsp; o&nbsp; resultado&nbsp; acaba&nbsp; sendo&nbsp; a&nbsp; deficiência&nbsp; ou&nbsp; falta&nbsp; de&nbsp; um ou mais nutrientes para a planta, podendo um único nutriente comprometer todo o desenvolvimento da cultura, assim como sua produção. Ainda segundo os mesmos autores, quando o erro incorrido é para mais, resulta&nbsp; em&nbsp; toxidez,&nbsp; aumentando&nbsp; os&nbsp; gastos&nbsp; com&nbsp; fertilizantes,&nbsp; sendo&nbsp; que&nbsp; o&nbsp; uso&nbsp; destes&nbsp; em&nbsp; doses&nbsp; maiores&nbsp; que&nbsp; as&nbsp; requeridas pela cultura pode levar ao excesso de um ou mais nutrientes.&nbsp; No caso de deficiência, esta possui uma solução mais simples, pois é possível&nbsp; aplicar&nbsp; o&nbsp; nutriente&nbsp; por&nbsp; meio&nbsp; de&nbsp; algum fertilizante, dependendo de qual seja o nutriente e o estágio da cultura. Já no caso do excesso, este é um pouco mais complicado de corrigir, não sendo passível de solução em curto prazo.</p>



<p>Como o ciclo das plantas é geral-mente curto, o olericultor pode plantar&nbsp; &nbsp;diversas&nbsp; &nbsp;culturas&nbsp; &nbsp;em&nbsp; &nbsp;uma&nbsp; mesma&nbsp; área,&nbsp; com&nbsp; a&nbsp; vantagem&nbsp; de&nbsp; produzir o ano todo, tendo uma fonte de renda estável, independentemente da estação climática.&nbsp; Para atender melhor o consumidor, a Secretaria, por meio da Agência Pau-lista&nbsp; de&nbsp; Tecnologia&nbsp; dos&nbsp; Agronegócios&nbsp; (APTA),&nbsp; realiza&nbsp; constantes&nbsp; pesquisas&nbsp; para melhorar a qualidade da produção. Uma delas é a alface com quantidade de zinco até 16 vezes maior nas folhas, resultado de uma pesquisa desenvolvida&nbsp; no&nbsp; Instituto&nbsp; Agronômico&nbsp; (IAC). A biofortificação desse alimento foi obtida a partir de aplicações de doses crescentes de sulfato de zinco no solo, até o limite que não impacte a qualidade, a produtividade da planta e o ambiente.</p>



<p>Ao ingerir 50 gramas, ou seis a sete folhas dessa alface biofortificada, a pessoa estará suprindo cerca de 25% da re-comendação diária desse importante re-forço do sistema imunológico humano.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Telas de sombreamento</strong></h3>



<p>Outra pesquisa da APTA analisa o uso de telas de sombreamento para a produção de hortaliças folhosas no verão, época chuvosa onde há grande perda de solo,&nbsp; o&nbsp; que&nbsp; resulta&nbsp; em&nbsp; redução&nbsp; de&nbsp; produtividade e degradação do solo. No manejo do ambiente foram estudadas&nbsp; diferentes&nbsp; telas&nbsp; de&nbsp; sombreamento associadas ao não revolvimento do&nbsp; solo.</p>



<p>No&nbsp; manejo&nbsp; do&nbsp; solo&nbsp; foi&nbsp; avalia-do o “Plantio direto de diferentes variedades&nbsp; de&nbsp; alface&nbsp; e&nbsp; rúcula&nbsp; em&nbsp; Brachiaria ruziziensis cultivada nos canteiros antes do plantio das hortaliças”. Os resulta-dos do trabalho mostraram elevada redução de plantas daninhas com a palha da Brachiaria ruziziensis no cultivo dessas hortaliças. Houve, ainda, benefícios do plantio direto&nbsp; na&nbsp; qualidade&nbsp; física&nbsp; e&nbsp; redução&nbsp; da&nbsp; temperatura do solo, o que, para o cultivo no verão, é muito importante”, afirma Andréia Hirata. Ao longo dos cultivos houve aumento&nbsp; da&nbsp; produtividade&nbsp; no&nbsp; plantio&nbsp; direto&nbsp; sobre B. ruziziensis em relação ao plantio convencional, além de conservação dos canteiros, os quais ficaram protegi-dos das chuvas abundantes do período. O cultivo de braquiária na palha protegeu as folhas do respingo de chuva no solo. “Isso pode até reduzir uma operação pós-colheita, que é a de lavagem da alface para tirar a terra aderida às folhas, que&nbsp; ocorre&nbsp; no&nbsp; plantio&nbsp; convencional”,&nbsp; finaliza a pesquisadora.</p>



<p>Atualmente, a agricultura vem exigindo&nbsp; adoções&nbsp; de&nbsp; práticas&nbsp; racionais ao meio ambiente, visando atender&nbsp; à&nbsp; crescente&nbsp; demanda&nbsp; por&nbsp; alimentos, tanto em quantidade como em qualidade.&nbsp; Neste&nbsp; cenário,&nbsp; o&nbsp; uso&nbsp; de&nbsp; ácidos húmicos, que são resultantes da decomposição da matéria orgânica, tem se tornado uma alternativa viável para as plantas. Suas propriedades físicas, químicas e&nbsp; microbiológicas&nbsp; são&nbsp; capazes&nbsp; de&nbsp; proporcionar incrementos na produtividade em função dos benefícios promovi-dos não só na estrutura física e química dos solos, como também no metabolismo das plantas.</p>



<p>Devido à natureza complexa ainda pouco&nbsp; conhecida&nbsp; dos&nbsp; ácidos&nbsp; húmicos,&nbsp; seus efeitos não são fáceis de serem explicados, uma vez que existem substâncias húmicas muito diferentes, seja em função da origem do material, métodos de extrações e/ou pelas diferentes concentrações de ácidos húmicos contidos. De acordo com pesquisa do professor da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba),&nbsp; Dr.&nbsp; Saulo&nbsp; Strazeio&nbsp; Cardoso,&nbsp; em parceria com a bióloga Marcela Ca-etano Lopes, doutoranda em Agronomia/Horticultura,&nbsp; cada&nbsp; espécie&nbsp; vegetal&nbsp; pode reagir de forma diferente à aplicação dos ácidos húmicos, bem como apre-sentar&nbsp; respostas&nbsp; diferenciadas&nbsp; à&nbsp; medida&nbsp; em que for se desenvolvendo.</p>



<p>Nesse contexto, novos estudos de-vem ser realizados visando explicar questionamentos sobre recomendação (dose e épocas de aplicação) em função dos diferentes tipos de solos, condições ambientais,&nbsp; tipos&nbsp; de&nbsp; plantas&nbsp; e&nbsp; fontes&nbsp; de&nbsp; ácidos húmicos. Mais enraizamento para a cebola.</p>



<p>Os&nbsp; ácidos&nbsp; húmicos&nbsp; presentes&nbsp; nos&nbsp; solos agem de forma semelhante à auxina, ou seja, proporcionando a expansão e elongação das células e, consequentemente, o crescimento das raízes. Esse&nbsp; fenômeno&nbsp; ocorre&nbsp; devido&nbsp; ao&nbsp; estímulo na atividade da H+ -ATPase (bombas de H+) de membrana plasmática, em função das substâncias húmicas&nbsp; que&nbsp; apresentam&nbsp; baixo&nbsp; peso&nbsp; molecular&nbsp; favorecerem&nbsp; a&nbsp; emissão&nbsp; de&nbsp; pelos&nbsp; radiculares e raízes laterais finas, tendo assim um aumento das raízes das plantas.</p>



<p>As H+ -ATPases são enzimas transmembranares eficientes para hidrolisar ATP, possibilitando energia e gradiente eletroquímico, os quais apresentam interação direta com os mecanismos responsáveis por proporcionar o desenvolvimento e crescimento dos vegetais, isto é, concedem maior plasticidade na parede celular, favorecendo o crescimento e divisão celular. Sendo assim, pode-se dizer que os ácidos húmicos alteram diretamente o metabolismo bioquímico das plantas e, por&nbsp; consequência,&nbsp; influenciam&nbsp; no&nbsp; seu&nbsp; crescimento e desenvolvimento. Possibilidades Existe,&nbsp; no&nbsp; mercado,&nbsp; uma&nbsp; diversidade de produtos contendo ácidos húmicos, cuja fonte mais utilizada para a fabricação é a leonardita. Porém, é possível obter ácido húmico de outras fontes, como carvão, turfas, estercos, resíduos humificados e vermicomposto.</p>



<p>Os ácidos&nbsp; húmicos,&nbsp; quando&nbsp; empregados,&nbsp; proporcionam benefícios às propriedades físicas e químicas dos solos, favorecem o aumento das raízes e a absorção de nutrientes pelas plantas. Manejo A aplicação de ácidos húmicos pode ocorrer desde o início do ciclo da cultura, podendo ser aplicado via solo ou foliar. Tem-se também a opção de realizar a aplicação no solo e complementar com a aplicação via foliar. Com relação às doses, número e época de aplicação, deve-se levar em consideração a fertilidade do solo em questão, o&nbsp; material&nbsp; genético&nbsp; cultivado,&nbsp; as&nbsp; condições&nbsp; climáticas&nbsp; da&nbsp; região&nbsp; e&nbsp; as&nbsp; recomendações do produto comercial estabeleci-do pelo fabricante. Benefícios à cebola Uma&nbsp; diversidade&nbsp; de&nbsp; culturas&nbsp; pode&nbsp; ser beneficiada com a aplicação de ácidos húmicos.</p>



<p>Resultados já foram relatados com as culturas da alface, cebola, tomate, beterraba, melancia, citros, mi-lho, abacaxi, banana, dentre outras. Os resultados obtidos para a cultura da cebola com o uso de ácido húmico são bastantes variáveis e dependem das substâncias húmicas utilizadas, concentração, grau de purificação do material e das condições em que foram realizados os experimentos. Informações na literatura&nbsp; indicam&nbsp; que&nbsp; o&nbsp; emprego&nbsp; de&nbsp; ácidos&nbsp; húmicos e fúlvicos na cultura tem proporcionado aumentos em sua produção.</p>



<p>Estudos avaliando diferentes produtos&nbsp; comerciais&nbsp; ricos&nbsp; em&nbsp; ácidos&nbsp; húmicos&nbsp; obtiveram um aumento de 17% na produtividade&nbsp; comercial&nbsp; da&nbsp; cebola,&nbsp; com-parado&nbsp; à&nbsp; testemunha&nbsp; (sem&nbsp; aplicação&nbsp; de fontes de ácidos húmicos). Outros estudos reportam que a aplicação de 2,0 kg ha-1 em sulco de plantio aumentou a disponibilidade de nutrientes para as plantas e, consequentemente, sua produção. Foi&nbsp; observado&nbsp; também&nbsp; que&nbsp; a&nbsp; aplicação&nbsp; via&nbsp; foliar&nbsp; aos&nbsp; 60&nbsp; e&nbsp; 80&nbsp; dias&nbsp; após&nbsp; o transplantio das mudas, com o uso de um&nbsp; produto&nbsp; comercial&nbsp; contendo&nbsp; 18,5%&nbsp; de ácido húmico, proporcionou aumentos no crescimento vegetativo, na produção de bulbos e qualidade da colheita.</p>



<p>As substâncias húmicas são com-postos derivados da decomposi-ção&nbsp; de&nbsp; produtos&nbsp; de&nbsp; origem&nbsp; ve-getal e animal. Vários materiais são ricos em substâncias húmicas, como a turfa, leonardita, vermicompostos e até mesmo o solo. Fracionados quimicamente, as SH são divididas em huminas, ácidos húmi-cos e fúlvicos, cada um com sua especificidade e utilização, contudo, os ácidos húmicos e fúlvicos são destinados praticamente a todos os usos agrícolas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Pesquisas</strong></h3>



<p>Grande&nbsp; parte&nbsp; dos&nbsp; mecanismos&nbsp; de&nbsp; ação das SH já foram caracterizados. Sabe-se que o aumento dos teores de auxinas, giberelinas e citocininas foram demonstrados por Silva e Colaboradores (2011) e Caron e colaborares (2015). Ou seja, pode-se definir que o uso das substâncias húmicas tem influência direta no desenvolvimento radicular.</p>



<p>Além do maior volume radicular, o surgimento de novas raízes laterais e pelos radiculares também é presente &#8211; isto se dá pela associação e biossíntese de auxinas e óxido nítrico. Além&nbsp; disso,&nbsp; efeitos&nbsp; diretos&nbsp; dos&nbsp; hormônios&nbsp; na&nbsp; germinação&nbsp; fazem&nbsp; com&nbsp; que&nbsp; esta apresente maior germinação e emergência de plântulas, com vigor acentuado e de alta qualidade.</p>



<p>Em estudos realizados com aplicação&nbsp; em&nbsp; mudas&nbsp; de&nbsp; tomateiro&nbsp; de&nbsp; substâncias&nbsp; húmicas&nbsp; provindas&nbsp; de&nbsp; turfa,&nbsp; observou-se estímulo ao aparecimento de pelos radiculares em baixa concentração&nbsp; (2&nbsp; mmolc&nbsp; L-1),&nbsp; principalmente&nbsp; próximos à coifa.</p>



<p>Ao se utilizar mutantes de tomateiro com gene repórter, permitiu-se observar&nbsp; a&nbsp; indução&nbsp; de&nbsp; rotas&nbsp; ligadas&nbsp; à&nbsp; produção&nbsp; de&nbsp; auxinas,&nbsp; quando&nbsp; tratado&nbsp; com ácidos húmicos (Silva et al, 2011). Assim, os ácidos húmicos, que são frações&nbsp; humificadas&nbsp; com&nbsp; maior&nbsp; bio-atividade,&nbsp; apresentam&nbsp; maior&nbsp; capacidade&nbsp; de&nbsp; indução&nbsp; de&nbsp; raízes&nbsp; laterais&nbsp; no&nbsp; estágio&nbsp; inicial&nbsp; do&nbsp; tomateiro,&nbsp; resultando,&nbsp; assim,&nbsp; em&nbsp; uma&nbsp; planta&nbsp; com&nbsp; melhor qualidade desde o início do cultivo, para o campo ou até mesmo para a casa de vegetação.</p>
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		<title>Neem no controle de pragas das folhosas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nim Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2020 17:23:38 +0000</pubDate>
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<p>O óleo de neem pode ser utilizado para o controle de pragas na produção de várias culturas orgânicas e convencionais. E a aplicação de neem está proporcionando excelentes resultados no controle de pragas em folhosas, sendo um inseticida totalmente natural, que não polui, não é nocivo à saúde humana e é eficiente no combate a mais de 500 espécies de insetos e ácaros. Pode ser usado em tratamentos preventivos ou de controle. A ação dos extratos de neem sobre insetos é bastante variável de espécie para espécie.</p>



<p>Pode afetar o desenvolvimento, atrasar seu crescimento, reduzir a fecundidade e fertilidade dos adultos, alterar o comportamento e causar diversas anomalias nas células e na fisiologia dos insetos. </p>



<p>Atualmente, existem mais de 70 espécies de hortaliças cultivadas com a finalidade de comercialização, e dentre estas, o grupo das folhosas têm como componentes mais expressivos a alface, repolho, couve, rúcula, espinafre, almeirão, agrião, acelga e chicória, que se destacam devido ao sabor e à coloração</p>



<p><strong>Cuidados</strong></p>



<p>Para o produtor, o cultivo de folhosas exige atenção, visto que a parte comercializável é junto às folhas, fazendo com que elas necessitem de manejo adequado para atingir alta produtividade. </p>



<p>Nesse sentido, cuidados com o preparo do solo, como calagem, adubação e irrigação, além de prudência com o controle de pragas e doenças (que muitas vezes danificam toda a área foliar), são pontos fundamentais.</p>



<p>Partindo para a linha de manejo fitossanitário, várias perguntas podem surgir, como: quais são as principais pragas e doenças? Quais são os prejuízos mais observados? Quais são as formas de controle? Dentre tantas outras que acometem o produtor durante o cultivo.</p>



<p>A grande verdade é que a resposta para todas essas perguntas é a resposta padrão de um agrônomo: “Depende”. Depende de vários fatores, e dentre as pragas que mais causam prejuízos ao cultivo de hortaliças folhosas, destacam-se tripes (Thrips sp. e Frankliniellasp), pulgão (Dactynotus sonchi), mosca branca (Bemisia tabaci), ácaro rajado (Tetranychus urticae), traça-das-crucí-feras (Plutella xylostella) e cochonilhas (Dactylopius coccus).</p>



<p><strong>Neem contra pragas das folhosas</strong></p>



<p>Dentre as metodologias de controle fitossanitário que vêm ganhando espaço como medidas preventivas entre os produtores rurais estão o uso de extratos e óleos essenciais, conhecidos como inseticidas naturais, tanto no manejo integrado de pragas como na agricultura orgânica. Diante disso, os extratos de óleos vegetais despontam como métodos de controle seguros, eficazes e baratos, quando realizados de forma correta.</p>



<p>São conhecidos há muito tempo entre povos tradicionais de diversas regiões do mundo. O neem (Azadirachta indica) pertence à família Meliaceae e pode ser encontrado com outros nomes, como nim, amargosa, nime e lila índio. </p>



<p>Esta planta tem origem asiática e a extração do seu óleo essencial vem sendo usado na Índia há mais de 2.000 anos para controle de pragas. Atualmente, tem sido utilizado como inseticida natural. A mosca-branca Bemisia tabaci (Genn.) é um inseto polífago e de rápida reprodução, causadora de prejuízos em praticamente todas as culturas cultivadas no Brasil.</p>



<p>A principal forma de controle ainda é por meio de produtos químicos convencionais, entretanto, o uso frequente e de forma inadequada tem causado desequilíbrio biológico e o surgimento de insetos resistentes, o que acarreta em perdas de produtividade ainda maiores.</p>



<p> Devido a isso, têm-se procurado práticas que possam servir de alternativa para controle de tal praga. Assim, o neem (Azadirachta indica A. Juss.), planta cujos extratos apresentam capacidade repelente, inibidora de alimentação e re-guladora de crescimento para várias espécies de pragas, apresenta-se como uma opção para controle menos tóxico e mais seletivo.</p>



<p>A bioatividade de derivados de neem é decorrente do sinergismo de diferentes compostos, especialmente limonoides, sendo a azadiractina o componente ati-vo majoritário, presente em folhas, frutos e sementes.</p>



<p> Esses extratos ocasionam efeitos agudos e crônicos, como inibição alimentar, alongamento da duração da fase imatura, redução da fecundidade e fertilidade. </p>



<p>Alterações comportamentais, anomalias celulares e inibição de oviposição também podem causar alterações no sistema hormonal, o que leva a distúrbios no desenvolvimento, deformações, infertilidade e mortalidade nas diversas fases dos insetos diretos e indiretos.</p>



<p>Os danos diretos são visualizados na presença de altas populações do inseto nas plantas, resultando no enfraquecimento das mesmas e no aparecimento de anormalidades nas folhas e consequente perda na produção. Já os danos indiretos são causados pela transmissão de vírus e pela excreção de substâncias açucaradas, o “ho-neydew”. Estas substâncias, quando presentes em excesso, permitem o desenvolvimento da fumagina. O crescimento deste fungo nas folhas reduz o processo fotossintético e, dessa forma, a produção e a qualidade também são afetadas.</p>



<p><strong>Formas de controle (preventivo e curativo)</strong></p>



<p>Para um bom manejo das pragas utilizando óleo de neem, é necessário que se realizem avaliações constantes da infestação da população nas folhosas. Recomenda-se que o controle seja de forma preventiva. Tal processo se dá em três fases, sendo o controle das pragas na sementeira ou no campo na fase de plântulas, o controle sistemático durante o período crítico da cultura já em campo e o controle após o período crítico da cultura. De forma preventiva, a produção de mudas deve ser realizada em casas de vegetação protegidas com telas para impedimento da entrada dos insetos.</p>



<p>Também pode-se realizar, nessa fase da planta, aplicações com extratos de neem para precaução. Os compostos dessa planta, principalmente a azadiractina, apresentam-se como translaminar, sistêmico e de contato. Já no inseto, tem atuação tanto por contato quanto por ingestão, o que determina sua eficiência mesmo nas menores dosagens estudadas. O controle pode ser feito por meio do uso de óleo de neem em soluções que variam de 0,5 a 1%, dependendo do grau de infestação.</p>



<p>O intervalo entre as pulverizações dependerá, também, do grau de infestação e/ou reinfestação, contudo, recomenda-se que seja a cada sete dias. Sempre lembrando que a aplicação preventiva deve ser prioridade, haja vista que, por exemplo, umas das pragas, como a mosca-branca, conta com rápido alas-tramento e ciclo rápido de no mínimo 21 dias, por isso, as plantas protegidas previamente ao seu ataque serão o me-lhor manejo para o controle.</p>



<p><strong>Repelente</strong></p>



<p>Para efeito repelente dessa praga, dilui-se 10 ml do óleo de neem em 1,0 litro de água e realiza-se a pulverização de toda a planta, inclusive embaixo das folhas a cada 10 dias. Quando se almeja a eliminação de larvas, é recomendada a pulverização de 10 ml do óleo dissolvido em 1,0 litro de água na planta.</p>



<p>Para controle de ovos, é recomendado o uso de caldas com concentrações de até 3%. Ainda não há informações detalhadas sobre doses específicas para cada inseto. </p>



<p>Entretanto, de modo geral, as seguintes doses têm apresentado eficácia no controle, principalmente de pragas de hortaliças: óleo emulsionável: 5,0 ml/li-tro de água; sementes secas: 30 a 40 g /litro de água; folhas: 40 a 50 g/litro de água. Lembrando sempre da importância do monitoramento, com a realização do caminhamento em zigue-zague por toda a área de cultivo, sempre se atentando às bordaduras.</p>



<p><strong>Em campo</strong></p>



<p>Plantas atacadas sofrem significantes quedas na produtividade, uma vez que o produto final das folhosas são as folhas, e é nela que as pragas mais atacam, tornando os danos muitas vezes ir reversíveis. </p>



<p>Diversos resultados de pesquisas realizadas a campo e em laboratório têm demonstrado a ação inseticida do óleo de neem em mosca-branca. Gon et al. (2014) demonstrou eficiência das concentrações do extrato de neem na incidência de ninfas eclodidas, com uma redução de aproximadamente 70% em relação à testemunha.</p>



<p>O uso do neem tembém é eficiente no controle das ninfas, tanto por meio da aplicação diretamente nelas enquanto permanecem nas folhas, como de forma residual. Soma-se à ação reguladora de crescimento, quando ingerida diretamente pela mosca-branca, provocando a morte entre dois e cinco dias após o tratamento ou durante a ecdise. </p>



<p>Contam, ainda, com a ação translaminar, o que garante maior proteção contra os fatores do ambiente, tais como temperatura e raios ultravioletas, o que tende a aumentar a persistência do produto, conduzindo a uma redução na oviposição e aumento mortalidade ninfal da mosca-branca por mais tempo.</p>



<p>E a mesma eficácia é vista para outras pragas nas folhosas, pois a azadiractina é o triterpeno com maior atividade inseticida presente no óleo. A ação inseticida do óleo de neem sobre os insetos deve-se à inibição da alimentação; ação repelente à oviposição; efeitos neuroen-dócrinos, inibição do desenvolvimento de insetos imaturos e pode causar a morte por intoxicação aguda</p>



<p><strong>Eficiência no controle</strong></p>



<p>Para haver um controle efetivo, algumas medidas devem ser tomadas, como utilizar água limpa, de boa qualidade e manter a calda inseticida em constante agitação; evitar pulverizações em dias com temperatura acima de 30ºC, umidade relativa do ar abaixo de 50% e ventos acima de 10 km/h; realizar as pulverizações ao final das tardes/início da noite; não utilizar doses e nem número de aplicações acima das recomendadas para o controle de mosca branca em cada cultura, no caso das folhosas; utilizar o equipamento de proteção individual (EPI) durante o preparo e pulverização das caldas, mesmo sendo um produto não tóxico; e fazer a rotação do óleo de neem com outros óleos ou produtos de outra natureza.</p>



<p>No que diz respeito à excelência dos produtos naturais como fontes de matéria prima de inseticidas orgânicos, pode haver comprometimento da qualidade do material vegetal utilizado e pelos processos industriais.</p>



<p> Assim, diversos fatores, tanto ambientais como fisiológicos, exercem influência na constância da produção de metabólitos secundários em uma planta.</p>



<p>Dessa forma, se a mesma não apresenta um bom desenvolvimento, acarreta em anomalias na sua atividade biológica e, consequentemente, a reprodutibilidade da ação inseticida. </p>



<p>Fatores como sazonalidade, ritmo circadiano, idade e desenvolvimento vegetal da planta, época, horário e forma de coleta das partes da espécie e condições ambientais precisam ser analisadas e considerados para uso do neem como inseticida natural. </p>



<p>Soma-se à preocupação com as condições de armazenamento e procedimentos de preparo dos óleos e extratos, que também afetam a qualidade do produto final.</p>



<p><strong>Investimento x retorno</strong></p>



<p>Os inseticidas à base de neem apresentam baixo custo e são de fácil acesso, podendo ser produzidos de forma bastante simples. Existem duas formas de custo e produção desse extrato, sendo a primeira realizada pelo próprio produtor, fazendo seus extratos, e a outra pela aquisição de produtos prontos que existem no mercado para a venda e de extrema qualidade.</p>



<p>Por apresentar menor toxicidade, ser de fácil degradação no meio ambiente e, mesmo assim, apresentar bons resultados para o controle dos insetos pragas nas diversas folhosas, as aplicações de extratos de neem trazem benefícios, uma vez que controlam a mosca branca desde sua fase larval até quando atinge maturidade.</p>



<p>Também apresentam efeitos ovicidas, controlam espécies de lagartas como traça-do-tomateiro (Tuta absoluta), broca pequena (Neoleucinodes elegantalis), broca gigante (Helicoverpa zea) e traça das crucíferas (Plutella xylostella) no repolho; e besouros, cochonilhas, perce-vejos, pulgões, tripes, pulgões e ácaros.</p>



<p> Tanto aplicações preventivas quanto as de controle populacional demonstram efeitos positivos para produtividade e lucratividade, uma vez que inibem a ação de pragas, o que proporciona, desta maneira, o ótimo desenvolvimento da planta.</p>



<p><strong>Emerson Castro</strong><br>Representante comercial Nim Brasil</p>



<p><strong>Quer saber mais sobre o óleo de Nim da Nim Brasil?<a href="https://bit.ly/chamar-no-whatsapp-nim-brasil">&nbsp;Chamar no WhatsApp</a></strong></p>
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		<title>Neem: Eficiência no controle da traça do tomateiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nim Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 00:29:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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<p>O&nbsp;<a href="https://www.nimbrasil.com.br/"><strong>óleo de neem</strong></a>&nbsp;pode ser utilizado para o<a href="https://girorural.com/oleo-de-neem-controle-de-pragas-do-cafeeiro/"><strong>&nbsp;controle de pragas</strong>&nbsp;</a>na produção de tomate orgânico e convencional. Sua aplicação está proporcionando excelentes resultados no controle da mosca-branca no tomateiro, sendo um inseticida totalmente natural, que não polui, não é nocivo à saúde humana e é eficiente no combate a mais de 500 espécies de insetos e ácaros. Pode ser usado em tratamentos preventivos ou de controle. A ação dos extratos de neem sobre insetos é bastante variável de espécie para espécie.</p>



<p>Pode afetar o desenvolvimento, atrasar seu crescimento, reduzir a fecundidade e fertilidade dos adultos, alterar o comportamento e causar diversas anomalias nas células e na fisiologia dos insetos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Alvo: mosca-branca</h2>



<p>A mosca-branca Bemisia tabaci (Genn.) é um inseto polífago e de rápida reprodução, causadora de prejuízos em praticamente todas as culturas cultivadas no Brasil.</p>



<p>A principal forma de controle ainda é por meio de produtos químicos convencionais, entretanto, o uso frequente e de forma inadequada tem causado desequilíbrio biológico e o surgimento de insetos resistentes, o que acarreta perdas de produtividade ainda maiores.</p>



<p>Devido a isso, tem-se procurado práticas que possam servir de alternativa para controle de tal praga. Assim, o neem (Azadirachta indica A. Juss.), planta cujos extratos apresentam capacidade repelente, inibidora de alimentação e reguladora de crescimento para várias espécies de pragas, apresenta-se como uma opção para controle menos tóxico e mais seletivo.</p>



<p>A bioatividade de derivados de neem é decorrente do sinergismo de diferentes compostos, especialmente limonoides, sendo a azadiractina o componente ativo majoritário, presente em folhas,<br>frutos e sementes.</p>



<p>Esses extratos ocasionam efeitos agudos e crônicos, como inibição alimentar, alongamento da duração da fase imatura, redução da fecundidade e fertilidade,<br>alterações comportamentais e anomalias celulares, além de inibição de oviposição.</p>



<p>Também podem causar alterações no sistema hormonal, o que leva a distúrbios no desenvolvimento, deformações, infertilidade e mortalidade nas diversas fases dos insetos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Prejuízos e sintomas</h2>



<p>Tal inseto causa danos diretos no tomateiro pela sucção da seiva, injeção de toxinas e liberação de honeydew, e indiretos pela formação de fumagina e transmissão de doenças viróticas. As moscas-brancas do complexo Bemisia tabaci representam um dos grupos de pragas mais importantes do mundo, principalmente como vetor de centenas de espécies de vírus de plantas, destacando-se aqueles do gênero Begomovirus, família Geminiviridae.</p>



<p>Esses vírus geralmente produzem nas plantas infectadas sintomas de clorose (leve amarelecimento) entre as nervuras, deformação foliar e nanismo (diminuição do crescimento da planta). Muitas<br>vezes o sintoma é severo, com o aparecimento de um mosaico bem amarelo nas folhas, o que faz com que os produtores denominem a doença como mosaico-dourado.</p>



<p>São várias as espécies de geminivírus que causam o mosaico-dourado do tomateiro no Brasil. Os sintomas podem ser severos, em casos de infecção precoce, diminuindo a produtividade devido à<br>produção de menor número e tamanho de frutos.</p>



<p>Em infecções mais tardias, os prejuízos são menores. Em geral, as plantas infectadas são mantidas nas lavouras, pois elas continuam produzindo mesmo com a infecção. Isso faz com que esta seja<br>uma fonte de vírus para as plantas sadias.</p>



<p>Quando a infecção ocorre em plantas novas (plantas com idade entre 0 e 14 dias do transplantio), o tomateiro não se desenvolve bem e a produção de frutos é reduzida drasticamente. Em infecções um pouco mais tardias, até um mês após o transplantio, os sintomas são nítidos, mas os prejuízos são menores.</p>



<p>A doença é mais frequente no período seco e quente do ano, no entanto, surtos epidêmicos têm sido observados durante todo o ano. Assim, é muito importante que o manejo da virose via controle do vetor seja feito de forma preventiva, desde o início do cultivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ação direta e indireta</h2>



<p>Os danos ocasionados pela infestação podem ser divididos em diretos e indiretos. Os primeiros são visualizados na presença de altas populações do inseto nas plantas, resultando no enfraquecimento das mesmas e no aparecimento de anormalidades nos frutos e consequente perda na produção.</p>



<p>A isoporização da polpa e a desuniformidade na maturação são decorrentes da ação de toxinas injetadas pelas moscas-brancas durante sua alimentação na planta.</p>



<p>Os danos indiretos são causados pela transmissão de vírus (geminivírus e crinivírus) e pela excreção de substâncias açucaradas, o “honeydew”.</p>



<p>Estas substâncias, quando presentes em excesso, permitem o desenvolvimento da fumagina. O crescimento deste fungo nas folhas reduz o processo fotossintético, dessa forma, a produção e a qualidade dos frutos são afetados. No entanto, o principal dano causado pelas moscas-brancas à cultura do tomateiro é a transmissão de vírus.</p>



<p>Os frutos atacados pelo inseto manifestam irregularidade na maturação, apresentam manchas esbranquiçadas no local de inserção do aparelho bucal do inseto, além de ficar com aspecto “isoporizado”.</p>



<p>Perante esses sintomas, o fruto do tomateiro perde qualidade para comercialização, o que acarreta em menores índices de produção, uma vez que não são utilizados para alimentação humana.</p>



<p>Tais fatores, principalmente a desuniformidade na maturação, dificultam o reconhecimento do ponto de colheita e causam queda na produção, no preço e na qualidade da polpa, o que reflete de forma negativa na lucratividade dos produtores.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Regiões mais afetadas</h2>



<p>A mosca-branca está em quase todos os Estados do Brasil, mas principalmente no Cerrado brasileiro, pelos fatores climáticos favoráveis ao seu desenvolvimento, como temperatura elevada e umidade baixa.</p>



<p>Contudo, tal praga apareceu primeiramente na região sudeste e em seguida nas regiões centro-oeste, sul e nordeste, provocando grandes perdas à agricultura brasileira.</p>



<p>A escolha do hospedeiro para oviposição da mosca-branca está relacionada com a espécie, o estado nutricional, a idade da planta hospedeira e as condições ambientais. Um dos fatores determinantes para a escolha do vegetal para postura de ovos é a cor do mesmo, destacando-se, em ordem de preferência, o verde-amarelado, o amarelo, o vermelho, o alaranjado-avermelhado, o verde escuro e o arroxeado, cores frequentes em todo o ciclo do tomateiro.</p>



<p>Moscas-brancas são insetos sugadores que se alimentam do floema das plantas, tanto na fase imatura (ninfas) como adulta. Deste modo, as partes mais afetadas são as folhas, onde as colônias se estabelecem na face inferior, de preferência no baixeiro das plantas.</p>



<p>A fácil proliferação da mosca-branca é proporcionada por fatores simples que ocorrem naturalmente, sendo de extrema importância aprender a lidar com eles para reduzir o aumento populacional da praga. Uma das principais características que fazem a mosca-branca ter o título de uma praga de difícil controle é seu hábito de polifagia, ou seja, possui uma vasta gama de hospedeiros, entre<br>eles diversas plantas daninhas, o que dificulta ainda mais o seu manejo por constituírem refúgio para a praga até que o tomate seja implantado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fatores ambientais</h2>



<p>Assim, o desenvolvimento da praga varia em função do clima e, dessa maneira, quanto mais quente, menor será o ciclo da praga, e como consequência há o aumento do número de gerações deste sugador na lavoura.</p>



<p>O clima seco também favorece a multiplicação da praga, tornando as regiões do centro-oeste, norte e nordeste áreas de alerta para os produtores. Porém, em épocas de muita chuva o produtor encontra dificuldade para aplicar defensivos nas lavouras, sendo que para um bom controle, quanto mais cedo for possível erradicar as primeiras infestações, mais bem-sucedido será o controle, o que não acontece em períodos de muita pluviosidade.</p>



<p>Um fator ambiental interessante é o período das chuvas, onde, em função da ação mecânica das gotas de água, a população adulta dos insetos na cultura do tomate se mostra relativamente baixa, porém, a incidência de geminiviroses transmitidas pela mosca-branca é elevada devido aos altos índices de umidade do período chuvoso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Formas de controle (preventiva e curativa)</h2>



<p>Para um bom manejo das moscas-brancas no tomateiro utilizando óleo de nem, é necessário que se realizem avaliações constantes da infestação da população no tomateiro. Recomenda-se que o controle seja de forma preventiva.</p>



<p>Tal processo se dá em três fases, sendo o controle da mosca-branca na sementeira ou no campo na fase de plântulas, o controle sistemático durante o período crítico da cultura já em campo e o controle da mosca-branca após o período crítico da cultura.</p>



<p>De forma preventiva, a produção de mudas deve ser realizada em casas de vegetação protegidas com telas para impedimento da entrada dos insetos. Também pode-se realizar, nessa fase da<br>planta, aplicações com extratos de neem por precaução.</p>



<p>Os compostos dessa planta, principalmente a azadiractina, apresentam-se como translaminar, sistêmico e de contato. Já no inseto, tem atuação tanto por contato quanto por ingestão, o que determina sua eficiência mesmo nas menores dosagens estudadas.</p>



<p>O controle pode ser feito com o óleo de neem em soluções que variam de 0,5 a 1%, dependendo do grau de infestação. O intervalo entre as pulverizações dependerá, também, do grau de<br>infestação e/ou reinfestação, contudo, recomenda-se que seja a cada sete dias.</p>



<p>Sempre lembrando que a aplicação&nbsp; preventiva deve ser prioridade, haja vista que a mosca-branca conta com rápido alastramento e ciclo de no mínimo 21 dias, por isso, as plantas protegidas<br>previamente ao seu ataque serão o melhor manejo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Na dose certa</h2>



<p>Para efeito repelente dessa praga, dilui-se 10 ml do óleo de neem em 1,0 litro de água e realiza-se a pulverização de toda a planta, inclusive embaixo das folhas a cada 10 dias. Quando almeja-se a eliminação de larvas, é recomendada a pulverização de 10 ml do óleo dissolvido em 1,0 litro de água na planta. Para controle de ovos, é recomendado o uso de caldas com concentrações de até 3%.</p>



<p>Ainda não há informações detalhadas sobre doses específicas para cada inseto. Entretanto, de modo geral, as seguintes doses têm apresentado eficácia no controle, principalmente de pragas de<br>hortaliças: óleo emulsionável: 5,0 ml/litro de água; sementes secas: 30 a 40 g/litro de água; folhas: 40 g a 50 g/litro de água.</p>



<p>É fato que o nível de infestação de mosca-branca cresce linearmente com o passar do tempo, devido, principalmente, à migração dos adultos originários de outros cultivos. Por isso a importância do monitoramento, com a realização do caminhamento em zigue-zague por toda a área de cultivo do tomateiro, sempre se atentando às bordaduras. Deve-se quantificar os adultos em dez plantas/ponto, num total de cinco pontos/área de no máximo 50 ha, sendo consideradas infestadas as plantas que apresentarem um ou mais adultos.</p>



<p>No caso das ninfas, o procedimento deve ser o mesmo, porém, a observação e a quantificação poderão ser feitas com maior qualidade. Para isso, recomenda-se a utilização de uma lupa de bolso<br>com aumento mínimo de oito vezes e o número médio para a tomada de decisão pode ser de dez ninfas/folíolo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Eficiência comprovada</h2>



<p>Diversos resultados de pesquisas realizadas a campo e em laboratório têm demonstrado a ação inseticida do óleo de neem em mosca-branca. Gon et al. (2014) demonstrou eficiência das concentrações do extrato de neem na incidência de ninfas eclodidas, com uma redução de aproximadamente 70% em relação à testemunha.</p>



<p>O uso do neem também é eficiente no controle das ninfas, tanto pela aplicação diretamente nelas quando permanecem no tomateiro, como de forma residual. Soma-se à ação reguladora de<br>crescimento quando ingerida diretamente pela mosca-branca, provocando morte entre dois e cinco dias após o tratamento ou durante a ecdise.</p>



<p>Contam, ainda, com a ação translaminar, o que garante maior proteção contra os fatores do ambiente, tais como temperatura e raios ultravioletas, o que tende a aumentar a persistência do produto sobre o tomateiro, conduzindo a uma redução na oviposição e aumento da mortalidade ninfal da mosca-branca por mais tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Algumas vantagens do óleo de neem:</h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Redução de custos;</li><li>Mundialmente aprovado para uso na agricultura;</li><li>Não tóxico para o homem e animais domésticos;</li><li>Totalmente biodegradável;</li><li>Usado no controle de mais de 418 tipos de insetos;</li><li>Nematicida, reduz a população de nematoides;</li><li>Ação fitotônica;</li><li>Não mata os predadores naturais;</li><li>Não afeta os microrganismos do solo;</li><li>Grande economia de água e manejo, pois reduz o número de pulverizações e entradas na lavoura.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Produção mais sustentável</h2>



<p>No sistema Caramuru tratamos o vegetal como um todo, ou seja, damos atenção desde o tratamento de sementes, melhoria da fertilidade do solo com o Natural Humics (condicionador de solos), mais o&nbsp;<a href="https://girorural.com/neem-eficiencia-no-controle-da-mosca-branca-no-tomateiro/"><strong>controle de pragas</strong></a>&nbsp;com óleo de neem Conc. (carência ZERO) da&nbsp;Nim Brasil, fungicida e bactericida bioprotetores (carência ZERO).</p>



<p>Aliado a isso, trabalhamos com a nutrição foliar complementar à adubação de solo com os fertilizantes especiais Fullgreen (toda linha é aditivada), que tem em sua formulação os 12 principais micro e macro nutrientes de forma balanceada, e o sistema tem sua recomendação mediante análise da necessidade específica de cada cultura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Benefícios do sistema Caramuru no tomateiro:</h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Maior e melhor desenvolvimento radicular (profundidade e lateralidade)</li><li>Maior aproveitamento dos fertilizantes de solo</li><li>Melhor desenvolvimento vegetativo (precocidade)</li><li>Maior calibre das guias/ponteiras</li><li>Folhas bem maiores e mais espessas (protegem os frutos do sol)</li><li>Maior pegamento/vingamento das flores</li><li>De dois a cinco cachos a mais por planta</li><li>Maior número de frutos por cacho</li><li>Frutos maiores e mais uniformes (70 a 90% dos frutos de primeira)</li><li>Aumento real da produtividade entre 20 a 40%</li><li>Grande redução de custos para o produtor, com menos entrada na lavoura</li><li>Lavoura bem mais rentável, com melhoria da imagem junto aos seus&nbsp;clientes.</li></ul>



<p>A Nim Brasil Controle Biológico e Nutricional, uma empresa genuinamente brasileira, atua no mercado desde 2009, e tem como meta levar ao produtor rural formas de manejar as culturas com o objetivo de produzir de forma mais sustentável, reduzindo o uso de agrotóxicos e melhorando a qualidade de vida do produtor.</p>



<p>Também visa reduzir custos, com o aumento da produtividade, além de produzir alimentos mais nutritivos e saudáveis para o consumidor final. Para conhecer melhor nosso trabalho, assistam alguns vídeos em nosso site:&nbsp;<a href="http://www.nimbrasil.com.br/">www.nimbrasil.com.br</a>&nbsp;ou no youtube, em especial o vídeo 299 B (Depoimento com números reais de um cliente do Triângulo Mineiro).</p>



<p><strong>Renata Lunardi Begnini</strong><br>Graduanda em Engenharia Agronômica – Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT)<br>renatanovamutum@hotmail.com</p>



<p><strong>Rafael Rosa Rocha</strong><br>Engenheiro agrônomo e mestrando em Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola – UNEMAT<br>rafaelrochaagro@outlook.com</p>



<p><strong>Fernanda Lourenço Dipple</strong><br>Zootecnista, engenheira agrônoma, especialista em Perícia e Licenciamento Ambiental, mestra em Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola e professora de Fitotecnia – UNEMAT<br>fernanda.dipple@gmail.com</p>



<p><strong>Emerson Castro</strong><br>Representante comercial Nim Brasil</p>



<p><strong>Quer saber mais sobre o óleo de Nim da Nim Brasil?<a href="https://bit.ly/chamar-no-whatsapp-nim-brasil">&nbsp;Chamar no WhatsApp</a></strong></p>
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		<title>Neem: Eficiência no controle da mosca-branca no tomateiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nim Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2020 20:13:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Controle de Pragas]]></category>
		<category><![CDATA[Inseticida Natural]]></category>
		<category><![CDATA[Mosca-Branca]]></category>
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<p>Pode afetar o desenvolvimento, atrasar seu crescimento, reduzir a fecundidade e fertilidade dos adultos, alterar o comportamento e causar diversas anomalias nas células e na fisiologia dos insetos.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Alvo: mosca-branca</h2>



<p>A mosca-branca Bemisia tabaci (Genn.) é um inseto polífago e de rápida reprodução, causadora de prejuízos em praticamente todas as culturas cultivadas no Brasil.</p>



<p>A principal forma de controle ainda é por meio de produtos químicos convencionais, entretanto, o uso frequente e de forma inadequada tem causado desequilíbrio biológico e o surgimento de insetos resistentes, o que acarreta perdas de produtividade ainda maiores.</p>



<p>Devido a isso, tem-se procurado práticas que possam servir de alternativa para controle de tal praga. Assim, o neem (Azadirachta indica A. Juss.), planta cujos extratos apresentam capacidade repelente, inibidora de alimentação e reguladora de crescimento para várias espécies de pragas, apresenta-se como uma opção para controle menos tóxico e mais seletivo.</p>



<p>A bioatividade de derivados de neem é decorrente do sinergismo de diferentes compostos, especialmente limonoides, sendo a azadiractina o componente ativo majoritário, presente em folhas,<br>frutos e sementes.</p>



<p>Esses extratos ocasionam efeitos agudos e crônicos, como inibição alimentar, alongamento da duração da fase imatura, redução da fecundidade e fertilidade,<br>alterações comportamentais e anomalias celulares, além de inibição de oviposição.</p>



<p>Também podem causar alterações no sistema hormonal, o que leva a distúrbios no desenvolvimento, deformações, infertilidade e mortalidade nas diversas fases dos insetos.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Prejuízos e sintomas</h2>



<p>Tal inseto causa danos diretos no tomateiro pela sucção da seiva, injeção de toxinas e liberação de honeydew, e indiretos pela formação de fumagina e transmissão de doenças viróticas. As moscas-brancas do complexo Bemisia tabaci representam um dos grupos de pragas mais importantes do mundo, principalmente como vetor de centenas de espécies de vírus de plantas, destacando-se aqueles do gênero Begomovirus, família Geminiviridae.</p>



<p>Esses vírus geralmente produzem nas plantas infectadas sintomas de clorose (leve amarelecimento) entre as nervuras, deformação foliar e nanismo (diminuição do crescimento da planta). Muitas<br>vezes o sintoma é severo, com o aparecimento de um mosaico bem amarelo nas folhas, o que faz com que os produtores denominem a doença como mosaico-dourado.</p>



<p>São várias as espécies de geminivírus que causam o mosaico-dourado do tomateiro no Brasil. Os sintomas podem ser severos, em casos de infecção precoce, diminuindo a produtividade devido à<br>produção de menor número e tamanho de frutos.</p>



<p>Em infecções mais tardias, os prejuízos são menores. Em geral, as plantas infectadas são mantidas nas lavouras, pois elas continuam produzindo mesmo com a infecção. Isso faz com que esta seja<br>uma fonte de vírus para as plantas sadias.</p>



<p>Quando a infecção ocorre em plantas novas (plantas com idade entre 0 e 14 dias do transplantio), o tomateiro não se desenvolve bem e a produção de frutos é reduzida drasticamente. Em infecções um pouco mais tardias, até um mês após o transplantio, os sintomas são nítidos, mas os prejuízos são menores.</p>



<p>A doença é mais frequente no período seco e quente do ano, no entanto, surtos epidêmicos têm sido observados durante todo o ano. Assim, é muito importante que o manejo da virose via controle do vetor seja feito de forma preventiva, desde o início do cultivo.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Ação direta e indireta</h2>



<p>Os danos ocasionados pela infestação podem ser divididos em diretos e indiretos. Os primeiros são visualizados na presença de altas populações do inseto nas plantas, resultando no enfraquecimento das mesmas e no aparecimento de anormalidades nos frutos e consequente perda na produção.</p>



<p>A isoporização da polpa e a desuniformidade na maturação são decorrentes da ação de toxinas injetadas pelas moscas-brancas durante sua alimentação na planta.</p>



<p>Os danos indiretos são causados pela transmissão de vírus (geminivírus e crinivírus) e pela excreção de substâncias açucaradas, o “honeydew”.</p>



<p>Estas substâncias, quando presentes em excesso, permitem o desenvolvimento da fumagina. O crescimento deste fungo nas folhas reduz o processo fotossintético, dessa forma, a produção e a qualidade dos frutos são afetados. No entanto, o principal dano causado pelas moscas-brancas à cultura do tomateiro é a transmissão de vírus.</p>



<p>Os frutos atacados pelo inseto manifestam irregularidade na maturação, apresentam manchas esbranquiçadas no local de inserção do aparelho bucal do inseto, além de ficar com aspecto “isoporizado”.</p>



<p>Perante esses sintomas, o fruto do tomateiro perde qualidade para comercialização, o que acarreta em menores índices de produção, uma vez que não são utilizados para alimentação humana.</p>



<p>Tais fatores, principalmente a desuniformidade na maturação, dificultam o reconhecimento do ponto de colheita e causam queda na produção, no preço e na qualidade da polpa, o que reflete de forma negativa na lucratividade dos produtores.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Regiões mais afetadas</h2>



<p>A mosca-branca está em quase todos os Estados do Brasil, mas principalmente no Cerrado brasileiro, pelos fatores climáticos favoráveis ao seu desenvolvimento, como temperatura elevada e umidade baixa.</p>



<p>Contudo, tal praga apareceu primeiramente na região sudeste e em seguida nas regiões centro-oeste, sul e nordeste, provocando grandes perdas à agricultura brasileira.</p>



<p>A escolha do hospedeiro para oviposição da mosca-branca está relacionada com a espécie, o estado nutricional, a idade da planta hospedeira e as condições ambientais. Um dos fatores determinantes para a escolha do vegetal para postura de ovos é a cor do mesmo, destacando-se, em ordem de preferência, o verde-amarelado, o amarelo, o vermelho, o alaranjado-avermelhado, o verde escuro e o arroxeado, cores frequentes em todo o ciclo do tomateiro.</p>



<p>Moscas-brancas são insetos sugadores que se alimentam do floema das plantas, tanto na fase imatura (ninfas) como adulta. Deste modo, as partes mais afetadas são as folhas, onde as colônias se estabelecem na face inferior, de preferência no baixeiro das plantas.</p>



<p>A fácil proliferação da mosca-branca é proporcionada por fatores simples que ocorrem naturalmente, sendo de extrema importância aprender a lidar com eles para reduzir o aumento populacional da praga. Uma das principais características que fazem a mosca-branca ter o título de uma praga de difícil controle é seu hábito de polifagia, ou seja, possui uma vasta gama de hospedeiros, entre<br>eles diversas plantas daninhas, o que dificulta ainda mais o seu manejo por constituírem refúgio para a praga até que o tomate seja implantado.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Fatores ambientais</h2>



<p>Assim, o desenvolvimento da praga varia em função do clima e, dessa maneira, quanto mais quente, menor será o ciclo da praga, e como consequência há o aumento do número de gerações deste sugador na lavoura.</p>



<p>O clima seco também favorece a multiplicação da praga, tornando as regiões do centro-oeste, norte e nordeste áreas de alerta para os produtores. Porém, em épocas de muita chuva o produtor encontra dificuldade para aplicar defensivos nas lavouras, sendo que para um bom controle, quanto mais cedo for possível erradicar as primeiras infestações, mais bem-sucedido será o controle, o que não acontece em períodos de muita pluviosidade.</p>



<p>Um fator ambiental interessante é o período das chuvas, onde, em função da ação mecânica das gotas de água, a população adulta dos insetos na cultura do tomate se mostra relativamente baixa, porém, a incidência de geminiviroses transmitidas pela mosca-branca é elevada devido aos altos índices de umidade do período chuvoso.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Formas de controle (preventiva e curativa)</h2>



<p>Para um bom manejo das moscas-brancas no tomateiro utilizando óleo de nem, é necessário que se realizem avaliações constantes da infestação da população no tomateiro. Recomenda-se que o controle seja de forma preventiva.</p>



<p>Tal processo se dá em três fases, sendo o controle da mosca-branca na sementeira ou no campo na fase de plântulas, o controle sistemático durante o período crítico da cultura já em campo e o controle da mosca-branca após o período crítico da cultura.</p>



<p>De forma preventiva, a produção de mudas deve ser realizada em casas de vegetação protegidas com telas para impedimento da entrada dos insetos. Também pode-se realizar, nessa fase da<br>planta, aplicações com extratos de neem por precaução.</p>



<p>Os compostos dessa planta, principalmente a azadiractina, apresentam-se como translaminar, sistêmico e de contato. Já no inseto, tem atuação tanto por contato quanto por ingestão, o que determina sua eficiência mesmo nas menores dosagens estudadas.</p>



<p>O controle pode ser feito com o óleo de neem em soluções que variam de 0,5 a 1%, dependendo do grau de infestação. O intervalo entre as pulverizações dependerá, também, do grau de<br>infestação e/ou reinfestação, contudo, recomenda-se que seja a cada sete dias.</p>



<p>Sempre lembrando que a aplicação&nbsp; preventiva deve ser prioridade, haja vista que a mosca-branca conta com rápido alastramento e ciclo de no mínimo 21 dias, por isso, as plantas protegidas<br>previamente ao seu ataque serão o melhor manejo.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Na dose certa</h2>



<p>Para efeito repelente dessa praga, dilui-se 10 ml do óleo de neem em 1,0 litro de água e realiza-se a pulverização de toda a planta, inclusive embaixo das folhas a cada 10 dias. Quando almeja-se a eliminação de larvas, é recomendada a pulverização de 10 ml do óleo dissolvido em 1,0 litro de água na planta. Para controle de ovos, é recomendado o uso de caldas com concentrações de até 3%.</p>



<p>Ainda não há informações detalhadas sobre doses específicas para cada inseto. Entretanto, de modo geral, as seguintes doses têm apresentado eficácia no controle, principalmente de pragas de<br>hortaliças: óleo emulsionável: 5,0 ml/litro de água; sementes secas: 30 a 40 g/litro de água; folhas: 40 g a 50 g/litro de água.</p>



<p>É fato que o nível de infestação de mosca-branca cresce linearmente com o passar do tempo, devido, principalmente, à migração dos adultos originários de outros cultivos. Por isso a importância do monitoramento, com a realização do caminhamento em zigue-zague por toda a área de cultivo do tomateiro, sempre se atentando às bordaduras. Deve-se quantificar os adultos em dez plantas/ponto, num total de cinco pontos/área de no máximo 50 ha, sendo consideradas infestadas as plantas que apresentarem um ou mais adultos.</p>



<p>No caso das ninfas, o procedimento deve ser o mesmo, porém, a observação e a quantificação poderão ser feitas com maior qualidade. Para isso, recomenda-se a utilização de uma lupa de bolso<br>com aumento mínimo de oito vezes e o número médio para a tomada de decisão pode ser de dez ninfas/folíolo.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Eficiência comprovada</h2>



<p>Diversos resultados de pesquisas realizadas a campo e em laboratório têm demonstrado a ação inseticida do óleo de neem em mosca-branca. Gon et al. (2014) demonstrou eficiência das concentrações do extrato de neem na incidência de ninfas eclodidas, com uma redução de aproximadamente 70% em relação à testemunha.</p>



<p>O uso do neem também é eficiente no controle das ninfas, tanto pela aplicação diretamente nelas quando permanecem no tomateiro, como de forma residual. Soma-se à ação reguladora de<br>crescimento quando ingerida diretamente pela mosca-branca, provocando morte entre dois e cinco dias após o tratamento ou durante a ecdise.</p>



<p>Contam, ainda, com a ação translaminar, o que garante maior proteção contra os fatores do ambiente, tais como temperatura e raios ultravioletas, o que tende a aumentar a persistência do produto sobre o tomateiro, conduzindo a uma redução na oviposição e aumento da mortalidade ninfal da mosca-branca por mais tempo.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Produção mais sustentável</h2>



<p>No sistema Caramuru tratamos o vegetal como um todo, ou seja, damos atenção desde o tratamento de sementes, melhoria da fertilidade do solo com o Natural Humics (condicionador de solos), mais o&nbsp;<a href="https://girorural.com/neem-eficiencia-no-controle-da-mosca-branca-no-tomateiro/"><strong>controle de pragas</strong></a>&nbsp;com óleo de neem Conc. (carência ZERO) da&nbsp;<a href="http://www.nimbrasil.com.br/"><strong>Nim Brasil</strong></a>, fungicida e bactericida bioprotetores (carência ZERO).</p>



<p>Aliado a isso, trabalhamos com a nutrição foliar complementar à adubação de solo com os fertilizantes especiais Fullgreen (toda linha é aditivada), que tem em sua formulação os 12 principais micro e macro nutrientes de forma balanceada, e o sistema tem sua recomendação mediante análise da necessidade específica de cada cultura.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Benefícios do sistema Caramuru no tomateiro:</h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Maior e melhor desenvolvimento radicular (profundidade e lateralidade)</li><li>Maior aproveitamento dos fertilizantes de solo</li><li>Melhor desenvolvimento vegetativo (precocidade)</li><li>Maior calibre das guias/ponteiras</li><li>Folhas bem maiores e mais espessas (protegem os frutos do sol)</li><li>Maior pegamento/vingamento das flores</li><li>De dois a cinco cachos a mais por planta</li><li>Maior número de frutos por cacho</li><li>Frutos maiores e mais uniformes (70 a 90% dos frutos de primeira)</li><li>Aumento real da produtividade entre 20 a 40%</li><li>Grande redução de custos para o produtor, com menos entrada na lavoura</li><li>Lavoura bem mais rentável, com melhoria da imagem junto aos seus&nbsp;clientes.</li></ul>



<p>A Nim Brasil Controle Biológico e Nutricional, uma empresa genuinamente brasileira, atua no mercado desde 2009, e tem como meta levar ao produtor rural formas de manejar as culturas com o objetivo de produzir de forma mais sustentável, reduzindo o uso de agrotóxicos e melhorando a qualidade de vida do produtor.</p>



<p>Também visa reduzir custos, com o aumento da produtividade, além de produzir alimentos mais nutritivos e saudáveis para o consumidor final. Para conhecer melhor nosso trabalho, assistam alguns vídeos em nosso site:&nbsp;<a href="http://www.nimbrasil.com.br/">www.nimbrasil.com.br</a>&nbsp;ou no youtube, em especial o vídeo 299 B (Depoimento com números reais de um cliente do Triângulo Mineiro).</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Algumas vantagens do óleo de neem:</h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Redução de custos;</li><li>Mundialmente aprovado para uso na agricultura;</li><li>Não tóxico para o homem e animais domésticos;</li><li>Totalmente biodegradável;</li><li>Usado no controle de mais de 418 tipos de insetos;</li><li>Nematicida, reduz a população de nematoides;</li><li>Ação fitotônica;</li><li>Não mata os predadores naturais;</li><li>Não afeta os microrganismos do solo;</li><li>Grande economia de água e manejo, pois reduz o número de pulverizações e entradas na lavoura.</li></ul>



<p><strong>Renata Lunardi Begnini</strong><br>Graduanda em Engenharia Agronômica – Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT)<br>renatanovamutum@hotmail.com</p>



<p><strong>Rafael Rosa Rocha</strong><br>Engenheiro agrônomo e mestrando em Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola – UNEMAT<br>rafaelrochaagro@outlook.com</p>



<p><strong>Fernanda Lourenço Dipple</strong><br>Zootecnista, engenheira agrônoma, especialista em Perícia e Licenciamento Ambiental, mestra em Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola e professora de Fitotecnia – UNEMAT<br>fernanda.dipple@gmail.com</p>



<p><strong>Emerson Castro</strong><br>Representante comercial Nim Brasil</p>



<p><strong>Quer saber mais sobre o óleo de Nim da Nim Brasil?<a href="https://bit.ly/chamar-no-whatsapp-nim-brasil">&nbsp;Chamar no WhatsApp</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Óleo de Neem: Uma ferramenta eficaz contra bicho-mineiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nim Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2020 17:10:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bicho-mineiro]]></category>
		<category><![CDATA[Inseticida orgânico]]></category>
		<category><![CDATA[Nim Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Nim Indiano]]></category>
		<category><![CDATA[Óleo de Neem]]></category>
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					<description><![CDATA[O óleo de neem é um inseticida orgânico obtido a partir da prensagem a frio de sementes da árvore de neem (Azadirachta indica), na forma de óleo puro. O principal componente biológico ativo do neem é a azadiractina, um tetranortriterpenoide limonoide solúvel em água e álcool, encontrado principalmente nas sementes. A azadiractina não mata imediatamente [&#8230;]]]></description>
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<p>O<a href="https://www.nimbrasil.com.br/"><strong> óleo de neem</strong></a> é um inseticida orgânico obtido a partir da prensagem a frio de sementes da árvore de neem (Azadirachta indica), na forma de óleo puro.</p>



<p>O principal componente biológico ativo do neem é a azadiractina, um tetranortriterpenoide limonoide solúvel em água e álcool, encontrado principalmente nas sementes.</p>



<p>A azadiractina não mata imediatamente os insetos, porém, causa distúrbios fisiológicos, alterando o desenvolvimento e a funcionalidade de várias espécies de pragas, principalmente devido ao seu efeito de repelência alimentar, interrupção do crescimento e do processo reprodutivo.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Atuação</h2>



<p>Sabe-se que a substância repele ou reduz de forma significativa a ingestão de alimentos de várias pragas agrícolas. O componente químico é tão potente que um simples traço da sua presença<br>impede que alguns insetos cheguem até a tocar as plantas.</p>



<p>A substância apresenta uma semelhança estrutural ao hormônio chamado “ecdysona”, que controla o processo de metamorfose das diversas fases da vida do inseto. Diante dessa semelhança estrutural, a azadiractina irá atuar como bloqueador da produção e liberação desse hormônio, o que causa deformidade, ou até interrupção da troca do exoesqueleto, portanto, os insetos não<br>fazem a troca periódica do exoesqueleto, interferindo negativamente no seu ciclo de vida.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Prejuízo</h2>



<p>O bicho-mineiro causa grandes perdas à produção de café, quando não controlado. Da ordem Lepidotptera, essa mariposa, com coloração branca-prateada, a Leucoptera coffeella na fase de lagarta penetra diretamente no mesófilo foliar (ficando entre as duas camadas da epiderme), no qual se alimenta do parênquima paliçádico ocasionando as chamadas “minas” e provocando a destruição da estrutura.</p>



<p>As folhas atacadas caem, prejudicando o processo de fotossíntese, acarretando em diminuição da produção. Dependendo do grau da infestação, a desfolha pode reduzir em até 72% a produção.<br>Os sintomas são mais visíveis na parte alta da planta, onde se observa um grande desfolhamento, quando o ataque é intenso.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidados na aplicação</h2>



<p>Segundo Martinez (2002), o óleo inseticida é extraído pela prensagem das sementes, obtendo-se no máximo 47% de óleo, que contém cerca de 10% da azadiractina existente no fruto.</p>



<p>Para a produção dos extratos deve-se triturar as sementes ou frutos em água, deixando a mistura descansar por 12 horas e filtrando-se o líquido obtido.</p>



<p>O mesmo procedimento pode ser usado para folhas frescas ou secas, no entanto, o que vai diferenciar é a concentração de azadiractina no extrato obtido, que normalmente será inferior.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Eficiência</h2>



<p>Segundo a Embrapa, para maior eficiência, a aplicação do produto do extrato de semente de neem (10 g/L azadiractina) deve ser feita nos ovos do bicho-mineiro, nas concentrações de 0,025 a 0,1<br>g/L, o que causa inibição na formação de minas nas folhas.</p>



<p>Estudos apontam que a redução do número de ovos de bicho-mineiro após a aplicação do óleo é de 50%, comparado a plantas não tratadas.</p>



<p>No caso da aplicação em folhas com minas em estádio inicial (qualquer concentração), irá favorecer a paralisação do desenvolvimento do inseto, indicando que o produto apresenta ação translaminar.</p>



<p>A pulverização com óleo de neem em plantas de café (0,125 a 2,5%) demonstrou bons resultados referentes à diminuição de postura e sobrevivência dos ovos. Portanto, pode-se concluir<br>que plantas tratadas com neem provavelmente terão baixa infestação do bicho-mineiro, tanto pela repelência quanto pelo efeito negativo do produto no desenvolvimento da praga.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Recomendações</h2>



<p>É importante ter cuidado com a formulação e a dosagem recomendada, pois pode se tornar tóxico para inimigos naturais. Por exemplo, o fungo Beauveria bassiana, que é importante no controle da broca-do-café, quando aplicado na forma inundativa tem sensibilidade ao óleo, então, recomenda-se o uso do extrato aquoso de folha e semente. Deve-se sempre procurar equilíbrio entre eficiência e seletividade.</p>



<p>É recomendado evitar as horas mais quentes do dia para que o produto não fique diretamente exposto. É necessário fazer isso para que a planta possa absorver todos os nutrientes. Não é recomendado pulverizar na floração, pois poderá ocasionar abortamento.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Custo</h2>



<p>Os inseticidas à base de neem apresentam baixo custo e podem ser produzidos de forma bastante simples. É possível ao produtor obter os produtos das sementes de neem por meio da prensagem de grãos para obtenção do óleo, ou a trituração de sementes em água e deixando descansar por 12 horas para obtenção do extrato.</p>



<p>Porém, para quem não tem acesso às sementes, existem produtos industrializados em diferentes formulações, concentrações e graus de pureza. A forma pura do óleo pode ser encontrada por cerca de R$ 50,00/L.</p>



<p>Vale ressaltar que os produtos à base de neem apresentam baixo custo e são de fácil manipulação, o que não significa que possam ser utilizados indiscriminadamente. Seu uso deve ser de acordo com as recomendações técnicas.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Damaris Eugenia Dina</strong><br>eugeniadamaris@gmail.com</p>



<p><strong>Luan Fernando Mendes</strong><br>luan.mendes14@hotmail.com<br>Graduandos em Engenharia Agronômica<br>&#8211; Centro Universitário Sudoeste Paulista<br>(UNIFSP)</p>



<p><strong>Bruno Novaes Menezes Martins</strong><br>Engenheiro agrônomo, doutor em<br>Horticultura e professor &#8211; UNIFSP<br>brunonovaes17@hotmail.com</p>
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		<item>
		<title>Óleo de neem: Controle de pragas do cafeeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nim Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2020 17:02:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Café]]></category>
		<category><![CDATA[Menos agrotóxicos]]></category>
		<category><![CDATA[Nim Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[O óleo de neem da Nim Brasil não afeta os polinizadores nem os inimigos naturais, por não conter nenhum princípio ativo dos inseticidas convencionais. É um produto sistêmico, também com ação “ovicida”, ação “anti-alimentícia” (muitos insetos morrem de fome), bloqueia a ecdise dos insetos, ou seja, no momento em que vai mudar de fase, seu [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O <strong><a href="https://www.nimbrasil.com.br/produtos/">óleo de neem da Nim Brasil</a></strong> não afeta os polinizadores nem os inimigos naturais, por não conter nenhum princípio ativo dos inseticidas convencionais. É um produto sistêmico, também com ação “ovicida”, ação “anti-alimentícia” (muitos insetos morrem de fome), bloqueia a ecdise dos insetos, ou seja, no momento em que vai mudar de fase, seu órgão responsável por produzir o hormônio ecdysona, da mudança de fase, é afetado pelos princípios ativos do neem, que segundo a literatura mundial, tem mais de 160.</p>



<p>Dentre eles, o mais conhecido é a azadiractina. Dessa forma, o inseto jovem não chegará à fase adulta, e os insetos adultos, uma vez que se alimentam de partes da planta tratada com óleo de neem, serão afetados em seu sistema reprodutivo e ficarão estéreis, quebrando o ciclo de vida do inseto.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Na prática</h2>



<p>Temos áreas de café com cinco para seis anos de uso do nosso óleo de neem, onde se reduziu as aplicações de inseticidas e acaricidas em cerca de 80 a 100%, como pode ser visto nas fotos.</p>



<p>O objetivo é de se formar um exército de inimigos naturais para que estes passem a predar os insetos, que causam prejuízos aos produtores e, dessa forma, criamos um ciclo vicioso, ou seja, quanto mais o tempo passar, menos aplicações do nosso óleo de neem serão necessárias, e com isso há redução de custos, na maioria dos casos, muito grande, além de reduzir em cerca de 30 a 50%, em alguns casos até mais, o número de aplicações/entradas na lavoura.</p>



<p>Este é um produto com carência zero, desta forma, o produtor pode tirar suas conclusões a respeito da saúde e qualidade de vida de todos os envolvidos no processo produtivo, além de melhorar a qualidade da bebida. Para muitos produtores é algo novo, mas seu uso data de mais de 4.500 anos pela Ayurveda (medicina indiana).</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">A Nim Brasil</h2>



<p>Somos uma empresa 100% brasileira que tem como objetivo ajudar o produtor a produzir com qualidade e sustentabilidade. Além do óleo de neem concentrado, temos também uma gama de<br>produtos, como: condicionador de solos, tratamento para nematoides via solo, bactericidas, fungicidas, todos bioprotetores, Protect Sil (silício especial para aplicações via folha), além de uma linha completa de fertilizantes foliares.</p>



<p>Ao nosso sistema de trabalho denominamos Sistema Caramuru, que tem por objetivo tratar o vegetal como um todo, desde a melhoria da microbiota do solo, disponibilização de nutrientes retidos no solo e controle de pragas, sempre de maneira bioprotetora, bem como a nutrição foliar com 12 micro e macronutrientes, que visam o desenvolvimento vegetativo mais rápido e o aumento do número de internódios, bem como o número de rosetas, com frutos de alta qualidade.</p>



<p>Dessa forma, reduz bastante a discrepância da “bianuidade”, fazendo com que o produtor tenha em um ano “safra alta”, em seguida safra média alta, extinguindo a “safra baixa”.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Emerson Castro</strong><br>Proprietário da Nim Brasil, consultor e administrador<br>vendas@nimbrasil.com.br</p>
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		<title>O efeito do nim para as abelhas africanizadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nim Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Apr 2018 11:17:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[Abelhas Africanizadas]]></category>
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					<description><![CDATA[O nim (Azadirachta indica) é uma espécie de origem asiática que vem sendo amplamente disseminada no Brasil. Entretanto, suas características fungicida, moluscocida, acaricida, nematicida e principalmente inseticida está inquietando pesquisadores a respeito dos possíveis efeitos letais e ou subletais que essa espécie poderia causar nos insetos que compõem o grupo de agentes polinizadores mais importantes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O nim (Azadirachta indica) é uma espécie de origem asiática que vem sendo amplamente disseminada no Brasil. Entretanto, suas características fungicida, moluscocida, acaricida, nematicida e principalmente inseticida está inquietando pesquisadores a respeito dos possíveis efeitos letais e ou subletais que essa espécie poderia causar nos insetos que compõem o grupo de agentes polinizadores mais importantes do planeta.</p>



<p>Pesquisas foram então realizadas visando investigar as consequências apresentadas pelas colônias de Apis mellifera perante plantios de nim em florescimento. Em apiários implantados na Caatinga (Sobral, CE) e na Mata Litorânea (Horizonte, CE), próximos e distantes de plantios de nim, foi investigada a evolução da área de crias durante o período de florescimento do nim e a mortalidade das crias de operárias postas em áreas demarcadas nas colmeias.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="http://177.234.146.194/~nimbrasilcom/wp-content/uploads/2020/06/abelha-africanizada-nim-brasil-neem-1024x683.png" alt="" class="wp-image-974"/><figcaption><span class="has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color"><em>Apis mellifera scutellata</em>&nbsp;na Flórida</span></figcaption></figure></div>



<p>As colônias próximas ao plantio de nim apresentaram, em média, uma maior área de crias do que as colônias de locais com ausência de A. indica, indicando que o nim colabora com o estímulo à postura da rainha. A mortalidade das crias nos dois ambientes (Caatinga e Mata Litorânea) onde havia a presença de nim foi significativamente maior do que nos ambiente com ausência de A. indica.</p>



<p>Esses dados indicam que A. indica foi a espécie responsável pela maior mortalidade das crias de operárias. Entretanto, apesar da relativa toxicidade do nim, a presença dessa espécie nos biomas estudados colaborou positivamente para o desenvolvimento das colônias, já que estimulou o incremento na postura da rainha de tal forma que promoveu um saldo positivo na população de crias das colônias estudadas.</p>



<p>Realização: Risco Sobre Polinizadores e Perspectivas de Sua Utilização em Polinização. Efeito do Nim (Azadirachta indica) para as Abelhas Africanizadas (Apis mellifera)</p>



<p>Autores: José Everton Alves e Breno Magalhães Freitas</p>
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		<title>Controle de nematóides com neem indiano</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2018 14:03:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O aumento contínuo da população mundial e o impacto da globalização da economia promoveram aumento de demandas de produção de alimentos cada vez mais eficientes e competitivas. Satisfazer estas demandas depende do desenvolvimento da agricultura com base na geração de tecnologia que promova aumentos da produtividade das culturas. Nesse propósito, desde a década de 60, [&#8230;]]]></description>
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<p>O aumento contínuo da população mundial e o impacto da globalização da economia promoveram aumento de demandas de produção de alimentos cada vez mais eficientes e competitivas. Satisfazer estas demandas depende do desenvolvimento da agricultura com base na geração de tecnologia que promova aumentos da produtividade das culturas.</p>



<p>Nesse propósito, desde a década de 60, com a chamada Revolução Verde, os sistemas de produção agrícola caracterizam-se pelas monoculturas extensivas, e portanto, com baixo nível de diversidade biológica e alto aporte de insumos externos, especialmente os fertilizantes químicos sintéticos e os agrotóxicos.</p>



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<p>Realização: Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).<br>Inseticidas Botânicos: Seus Princípios Ativos, Modo de Ação e Uso Agrícola.<br>Seropédia, RJ 2005</p>
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		<title>Conheça os benefícios da árvore neem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nim Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2015 11:29:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os benefícios da árvore neem vão desde seus fins medicinais, químicos e industriais até a geração de renda para famílias que vivem em pequenas propriedades agrícolas Poluição, extinção de animais, esgotamento dos recursos naturais, catástrofes climáticas e efeito estufa são alguns dos problemas que a humanidade vem enfrentando por conta de sua irresponsabilidade perante o [&#8230;]]]></description>
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Os benefícios da árvore neem vão desde seus fins medicinais, químicos e industriais até a geração de renda para famílias que vivem em pequenas propriedades agrícolas</p></blockquote>



<p>Poluição, extinção de animais, esgotamento dos recursos naturais, catástrofes climáticas e efeito estufa são alguns dos problemas que a humanidade vem enfrentando por conta de sua irresponsabilidade perante o meio ambiente. Com isso, a busca por recursos naturais que sejam renováveis e menos impactantes tem sido uma prática incessante. Uma das mais surpreendentes descobertas é uma árvore que tem potencial para amenizar danos ambientais e sanitários em âmbito global: o neem, que pode ser usado de várias maneiras em diferentes tipos de produtos.</p>



<p>Azadirachta indica, mais conhecida como neem (ou nim), é uma árvore do sudeste da Ásia e do subcontinente indiano. É uma árvore de clima tropical, que pode ser cultivada em regiões quentes e solos bem drenados; ela é resistente à seca, tem crescimento rápido, copa densa e pode alcançar até 20m de altura. O neem tem capacidade para suportar condições extremas de calor e poluição da água, melhora a fertilidade do solo e reabilita terras degradadas. Além disso, essa árvore desempenha um papel importante no controle da erosão do solo, na salinização e prevenção contra os efeitos de inundações.</p>



<p>Atualmente, existem grandes plantações de neem na Nicarágua, Cuba, El Salvador, Chile, Guatemala, Costa Rica, República Dominicana e até na Alemanha e nos Estados Unidos. No Brasil, a planta foi introduzida por Belmiro Pereira das Neves, em 1993, na luta contra o uso de agrotóxicos. Para Neves, o Neem pode ser usado não só na produção de pesticidas, mas também na agricultura familiar, pois a árvore produz sombra e fruta. O especialista nessa espécie de árvore destaca ainda que o neem também está sendo utilizado em áreas que sofreram processo de desertificação e em projetos de reflorestamento, em substituição ao pinus e ao eucalipto, pois seus frutos atraem os animais.</p>



<p>Comercialmente, o neem tem muitas vantagens: sua madeira, prima do mogno, é resistente e sua semente, casca e folhas podem ser utilizadas na fabricação de utensílios, pesticidas, repelentes, fármacos (de função terapêutica), cosméticos, além da vantagem de sua cultura ser considerada de baixo custo.</p>



<p>Os diversos usos do neem:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Medicinal</h3>



<p>Segundo artigo publicado pelo departamento de bioquímica da Universidade Estadual de Maringá e as literaturas a respeito dos efeitos farmacológicos e médicos observados no corpo humano pelos extratos das várias partes da planta de neem, é considerado eficiente na cura e prevenção de várias doenças;</p>



<p>As folhas, solúveis em água, possuem atividades antissépticas, curativas, antiúlcera, anti-inflamatória, hipolipidêmica, que agem no controle dos níveis de colesterol, e hepatoprotetora. Tal estudo aponta que os extratos das folhas de neem, aplicados no creme dental, reduzem a placa bacteriana e têm bons efeitos no tratamento de gengivites e periodontites.</p>



<p>Sobre os efeitos do extrato da casca de neem, foram observadas ações gastroprotetoras e inibição da ulceração gástrica. Além disso, alguns estudos apontam o extrato da casca de neem como um forte aliado no tratamento de diabetes. O óleo de neem, por sua vez, tem demonstrado efeitos de anti-infertilidade, sendo usado como espermicida e com atividade antimicrobiana significativa contra patógenos sexualmente transmissíveis.</p>



<p>Os extratos das folhas e sementes de neem também funcionam como repelente natural no uso doméstico, a exemplo da citronela, auxiliando no combate à malária, dengue, podendo também afetar o desenvolvimento do protozoário Trypanosoma cruzi, parasita vetor da doença de chagas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Indústria de cosméticos</h3>



<p>O óleo de neem pode ser utilizado principalmente para a fabricação de sabão, xampu, óleo para os cabelos, tônico capilar e óleo fortalecedor para as unhas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Agropecuária</h3>



<p>A pasta de neem tem sido empregada, na Índia, nas culturas de arroz e cana-de-açúcar desde 1930, visando o combate à Diatraea saccharalis, considerada uma das principais pragas da cana-de-açúcar e contra o cupim. O neem e seus derivados chegam a afetar mais de 400 espécies de insetos pertencentes às ordens Coleoptera, Deptera, Heteroptera, Homoptera, Hymenoptera, Lepidoptera, Orthoptera, Thysanoptera, Neuroptera, alguns aracnídeos e alguns fungos. Popularmente pode-se dizer que o uso do neem atua contra pernilongo, piolho, pulga e carrapatos. A torta (confira o significado mais abaixo) do neem tem uso variado, como fertilizantes, pesticidas naturais e na produção da ração animal &#8211; ela tem função vermífuga.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Benefícios sociais</h3>



<p>Por sua alta resistência a árvore de neem se adapta facilmente a diversas situações, e como até aqui aferido, produz muitos frutos, suas folhas são vastamente utilizadas para extração de compostos e aplicáveis a diversos setores, como o farmacêutico, industrial e químico. Em razão de suas varias possibilidades de uso, destaca-se a relevância da árvore na zona rural também na originação de emprego rural, renda ao pequeno agricultor, complementarmente aos diversos benefícios descritos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Química</h3>



<p>Após algumas pesquisas iniciais, em 1963 um cientista indiano examinou a fundo a química dos princípios ativos do neem e descobriu, por meio de uma pesquisa com gafanhotos, um agente inibidor do impulso de ingerir alimentos. Desde então, as pesquisas acerca desse tema se intensificaram. Vários compostos foram isolados e caracterizados &#8211; a maioria deles de biogenética semelhante aos liminóides (azadiractina, meliantriol, salanin etc), princípios amargos encontrados também em outras espécies botânicas. De acordo com os dados divulgados pela organização Neem Foundation, as folhas novas da árvore de neem possuem propriedades curativas para feridas e sarna, pois produzem flavonóides, que contêm propriedades antibacterianas e antifúngicas, e nimbosterol. Os liminóides, aponta a mesma organização, afetam a fecundidade em moscas domésticas e podem causar desordem hormonal nos insetos.</p>



<p>Veja, a seguir, as principais propriedades químicas das partes da planta:</p>



<p><strong>Folhas:</strong> possuem muitos componentes, incluindo proteínas (7,1%), hidratos de carbono (22,9%), minerais, cálcio, fósforo, vitamina C, caroteno e aminoácidos, como o ácido glutâmico, tirosina, alanina, ácido aspártico, glutamina, cistina e também ácidos graxos;</p>



<p><strong>Flores:</strong> contêm nimbosterol e flavonóides e também produzem material ceroso e ácidos graxos, como beênico (0,7%), araquídico (0,7%), esteárico (8,2%), palmítico (13,6%), oleico (6,5%) e linoleico (8,0%);</p>



<p><strong>Pólen:</strong> contém vários aminoácidos, como o ácido glutâmico, tirosina, arginina, metionina, fenilalanina, isoleucina e ácido aminocapróico;</p>



<p><strong>Casca:</strong> contém taninos &#8211; polifenóis que protegem as plantas de ataques de animais herbívoros ou de micro-organismos patogênicos &#8211; (12-16%) e não-tanino (8-11%) e também polissacarídeos anti-inflamatório &#8211; este é constituído por glicose, frutose e arabinose. Produz ainda um polissacarídeo antitumoral e vários polissacarídeos. O cerne da casca contém cálcio, potássio e sais de ferro;</p>



<p><strong>Madeira:</strong> contém celulose, hemicelulose (14%) e lenhina (14,63%);</p>



<p><strong>Seiva:</strong> contém açúcares livres (glucose, frutose, manose e xilose), aminoácidos (alanina, ácido aminobutírico, arginina, asparagina, ácido aspártico, glicina, norvalina, pralina, etc) e ácidos orgânicos (ácido cítrico, malônico, succínico e fumárico). A seiva também é útil no tratamento de fraqueza e de doenças de pele;</p>



<p><strong>Semente:</strong> possui elevado teor de lipídios e um grande número de princípios amargos em quantidades consideráveis. O principal elemento descoberto até agora é a azadiractina, que é um princípio amargo e mostrou, em estudos, eficácia no combate a 200 espécies de insetos;</p>



<p><strong>Torta:</strong> material restante após a extração do óleo do miolo das sementes de neem, é usado como adubo orgânico e contém muitos nutrientes para as plantas, como nitrogênio (2-3%), fósforo (1%) e potássio (1,4%). Apresenta também ácido tânico (1-1,5%) e tem o maior teor de enxofre, de 1,07-1,36% a mais, que as tortas do petróleo.</p>



<p>A educação a respeito dos efeitos terapêuticos da árvore de neem ainda se mostra incipiente. Mas agora que você já conhece a planta, sabe para que serve, que tal adotar o uso de produtos derivados da espécie, como sabonetes, óleos essenciais, repelentes ou extratos? Espalhe essa ideia e cultive responsabilidade no comprometimento com uma atitude bioética ao reduzir o uso de químicos sintéticos nocivos, seus impactos sobre a saúde e o meio ambiente.</p>
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